Durante uma visita a Chicago para um encontro com líderes locais, o atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é atingido por um tiro. Ele morre cinco horas depois. O assassinato causa comoção nacional e internacional e um documentário é feito para contar a história do crime, os eventos que o antecederam e suas conseqüências. É este filme que chega aos cinemas do Brasil.
Seria trágico… se não fosse tudo mentira.
O documentário na verdade é uma obra de ficção. O presidente Bush vai bem, obrigado, e nada disso aconteceu. Mas poderia acontecer. E, caso acontecesse… como seria? O que aconteceria? Que debates despertaria? É para responder a essas e outras perguntas que o diretor Gabriel Range misturou imagens de arquivo reais com seqüências de ficção produzidas e entrevistas com assessores e outros personagens inexistentes para criar uma obra que poderia convencer os mais desavisados. Sem tomar posições políticas ou se posicionar em termos morais, o cineasta constrói uma competente obra de jornalismo-mentira.
O longa-metragem não traz muitas considerações religiosas, além da menção a conflitos em países islâmicos. Fala de desobediência civil, conflitos raciais e sensacionalismo, mas fica na esfera social e política, sem entrar em assuntos pertinentes à Igreja. Fora, é claro, a quebra do quinto mandamento.
O filme não é genial. É fraco. Não traz grandes sacadas além de sua premissa. E, como narrativa, chega a cansar em muitos momentos. Mas está no nível de documentários verídic
os medianos exibidos em canais de TV a cabo. Exibido no Festival de Cinema do Rio em 2007, provocou pouca reação nas platéias além da indiferença. O assassinato do homem mais poderoso do mundo daria certamente origem a diversas elocubrações e debates. Mas, no final das contas, a sinopse é mais empolgante do que o filme em si.
Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista e professor de Teologia
Equipe CINEGOSPEL
Os filmes são avaliados mediante a análise de suas qualidades artísticas e técnicas e, principalmente, de sua compatibilidade com a fé cristã.
















[...] A morte de George W. Bush [...]