Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman. Todos vencedores do Oscar, alguns dos salários mais altos de Hollywood. E, ainda assim, ”Jogos do Poder” não impressiona. O filme é um entretenimento fraco, mas funciona muito bem como um pseudodocumentário. O valor deste longa-metragem de 97 minutos é justamente mostrar os bastidores das articulações políticas e militares nos EUA.
Em termos históricos, o filme é bem realista e fidedigno. Mostra como funciona a máquina de manipulação dos EUA, que há décadas vem financiando golpes militares por todo o mundo (inclusive no Brasil de 1964). Nesse sentido, a produção é bastante didática. Por outro lado, faz isso sem nenhum brilhantismo. Conta a história e só.
No processo, o longa-metragem comete alguns deslizes do ponto de vista da moral cristã. Para começar, expõe a nudez de uma forma totalmente desnecessária (inclusive o traseiro nu de Tom Hanks – poderíamos dormir sem essa!). O consumo de álcool e cocaína é apresentado como algo totalmente natural; divertido e engraçado até.
Assim, embora ”Jogos do Poder” não seja lá grande coisa como obra cinematográfica, acaba provocando uma reflexão sobre a hipocrisia: um país que posa de neutro mas que por baixo dos panos financia a guerra, um deputado que posa de ético mas que por baixo dos panos é um devasso e uma mulher que posa de cristã mas que por baixo dos panos é pecadora. E o pior é saber que a história do filme é real.
Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista e professor de Teologia
Equipe CINEGOSPEL
Os filmes são avaliados mediante a análise de suas qualidades artísticas e técnicas e, principalmente, de sua compatibilidade com a fé cristã.
















[...] Jogos do Poder [...]