Para quem tem nervos de aço
A idéia é assustadora. Você deita numa mesa de operacões, recebe anestesia geral e, quando acha que vai apagar, descobre aue está paralisado e completamente consciente do que está acontecendo. Pior: sente absolutamente tudo, cada corte, cada manipulacão, toda a dor. Assustador, não? Acrescente a isso a descoberta de que a equipe médica planeja a sua morte. E você não consegue mexer um dedo! Aterrorizante. Pois é exatamente isso o que o personagem de Hayden Christensen tem de enfrentar em “Awake – A vida por um fio”.
Este seria um filme de suspense de primeira linha, se não fosse pelo grafismo explícito de muitas das cenas, capaz de deixar os mais sensíveis de cabelos em pé. Você vai acompannar cada corte do transplante em detalhes. O diretor não poupou o público e expõe a cirurgia como se fosse um vídeo acadêmico para estudantes de Medicina. Se escancarar a caixa torácica de alguém fosse erotismo, este seria um filme de sexo explícito.
Como thriller de suspense, “Awake – A vida por um fio” é classe A. Mexe com os nervos e deixa o espectador irrequieto na poltrona. Mas a forma explícita de certas cenas apresentarem vísceras, fluidos corporais e o sofrimento humano vai transtornar muitas pessoas. Usando a norma básica do trânsito: na dúvida, não ultrapasse. Ou seja; se você tem pressão alta, estômago fraco ou um bom-gosto mínimo para a boa direção cinematográfica, vá assistir a algo menos escatológico. Mas, se você topa qualquer parada, tome um antiácido e bom filme.
.
.
Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia
Equipe CINEGOSPEL
![]()
![]()
Os filmes são avaliados mediante a análise de suas qualidades artísticas e técnicas e, principalmente, de sua compatibilidade com a fé cristã.
















[...] Awake – A vida por um fio [...]