Zodíaco * Crítica

5 06 2007

ZodiacoO poder do durante
David Fincher é o diretor dos finais surpreendentes. Foi assim em Se7en, em Clube da Luta, em Vidas em Jogo. Mas seu novo trabalho, Zodíaco, é a valorização do durante: o final é irrelevante. Esqueça a estrutura tradicional de um filme de suspense policial, em que crimes acontecem, muita investigação se desenrola e no final o criminoso é descoberto. Baseado na história real do serial killer que aterrorizou a Califórnia nos anos 60 e 70, Zodíaco rompe essa estrutura. Não dá para dizer exatamente como sem estragar o suspense, mas basta avisar ao espectador acostumado a roteiros padronizados que prepare-se para sair do cinema sentindo falta de alguma coisa. O que também não importa, pois o desenrolar da trama é envolvente o bastante para suprir essa falta. Enigmático o suficiente? Que bom, pois Zodíaco é indicado, acima de tudo, para quem gosta de solucionar enigmas.

O filme não chega a ser ofensivo ao espectador cristão, apesar de algumas cenas de violência e assassinatos explícitas. Especialmente por se considerar que é uma história real. Um ponto de reflexão importante é sobre a obsessão que toma conta de certos personagens: Zodíaco mostra que, se as coisas na vida não forem feitas com moderação, tornam-se destrutivas. O equilíbrio é o fundamental. [veja o Trailer]

cotação: bom

Maurício Zágari Tupinambá

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