Quarteto fantástico e o Surfista Prateado * Crítica

22 06 2007

Quarteto fantástico e o Surfista Prateado Boas mensagens e alguns exageros
Quais são os cavaleiros do Apocalipse? Segundo a Bíblia, são a fome, a guerra, a morte e a peste (Ap 6). Mas, segundo a Marvel e Hollywood, o arauto do fim do mundo não vem assolar o planeta sobre um cavalo: vem sobre uma prancha de surf voadora. Ahn?! Estranho o suficiente? Pois esse é o pressuposto de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Os quatro super-heróis têm que decifrar por que essa estranha criatura vinda do espaço está viajando ao redor da Terra causando todo tipo de confusão. Neva no Egito, um blecaute atinge Los Angeles e enormes crateras marcam sua passagem. Para piorar, eles também têm que encarar um antigo inimigo.

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Este filme é um colírio para quem gosta de muita ação, os efeitos especiais são o que há de mais moderno em computação gráfica. Parece um grande videoclip.
Pais que quiserem levar seus filhos para assistir devem ficar atentos a uma dose um pouco excessiva de violência na trama. O filme derrapa um pouco ao mostrar os heróis em uma cena consumindo álcool em excesso numa boate de strip-tease. Para isso, é preciso ficar alerta. Mas, fora esse porém, esta é uma produção bastante divertida, melhor até do que o primeiro filme da série. As piadas estão bastante afiadas, arrancando boas gargalhadas do público. É possível tirar mensagens positivas da história, em especial sobre a beleza e a importância do sacrifício – um tema básico do cristianismo (ver Jo 3.16). Mais de um personagem precisa pôr sua segurança em risco pelo bem-estar do próximo.

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Também merece destaque a relevância que se dá à colaboração e o auxílio entre as pessoas (Ec 4.9 – ”Melhor é serem dois do que um”; Gl 6.2 – ”Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo;). Nenhum dos heróis consegue vencer seus adverários sozinho, mas quando se unem, o quarteto torna-se fantástico.

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Reed e Sue, o Homem-elástico e a Mulher Invisível, ficam seriamente tentados pelo desejo de abandonar a vida de combate ao crime para enveredar pelo caminho da vida comum, pacata e tranqüila. Mas o pensamento vencedor é o de não largar a mão arado e olhar para trás (Lc 9.61), uma lição importante, resumida naquilo que um deles diz: ”não podemos fugir de nossas responsabilidades e das pessoas que temos de proteger”.

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Um detalhe interessante é que o casamento de Reed e Sue (sim, eles se acertaram!) é feito diante de um sacerdote cristão, munido de uma Bíblia, numa cerimônia cristã.
Os cineastas deixam nas entrelinhas que o Surfista Prateado é inspirado e tem semelhanças com Cristo. Ele desempenha uma espécie de papel profético (”tudo o que vocês conhecem vai acabar”, diz) e, durante a seqüência final, abre seus braços, como numa cruz. E, a certo momento, um apresentador de TV chega a questionar se o Surfista é a ”mão de Deus”. Bem, calma lá: aí já é ficção demais.

Maurício Zágari Tupinambá

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[veja o trailer]

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