O tango de Rashevsky * Crítica

26 06 2007

O tango de Rashevsky Religiosidade em questão
Uma família sem religião de repente se vê obrigada a descobrir sua religiosidade. Esse é o cerne da história de O tango de Rashevsky, um interessante estudo de evolução e da descoberta das heranças culturais e religiosas de…bem, de todos nós! Embora se passe num ambiente judaico, o filme proporciona boas reflexões para fiéis de qualquer grupo religioso. Inclusive cristãos.

Tudo começa com a morte de Rosa, a avó da família Rashevski. Ela odiava a religião judaica e seus rabinos. Mesmo assim, já havia comprado um local para ser enterrada no cemitério judaico. A família de Rosa está completamente perdida e confusa. De repente, começam a se preocupar e notam que não conhecem um ao outro na família. Eles começam a se questionar sobre suas identidades e deixam fluir suas próprias aventuras pessoais, como se suas vidas já não estivessem complicadas o suficiente. Graças a Deus (bem, na verdade, Deus nunca foi muito importante para eles), eles dançam o tango!

O público acompanha alguns de seus conflitos: como ajudar o seu melhor amigo a seduzir sua irmã e impedir que ela venha a se tornar uma judia religiosa? Como querer fazer a refeição de Pessach (Páscoa Judaica) sem conhecer realmente a história da celebração e muito menos as orações? Como aceitar que não-judeus venham a ser os guardiães da tradição? Como decidir entre ser enterrado ao lado de sua mulher ou de sua mãe? Como se comportar no casamento de seu filho se ele está se casando com uma muçulmana? No fim, eles sempre acabam por aceitar a escolha do outro.

Sem dúvida, O tango de Rashevsky é um filme que merece ser visto, de preferência junto com outros irmãos em Cristo. No mínimo, vocês vão sair do cinema com muitas questões a discutir.

Maurício Zágari Tupinambá

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