Ratatouille * Crítica

2 07 2007

Ratatouille Com tempero na dose certa
Ratatouille é um daqueles filmes a que você pode assistir junto com toda a sua família, sem preocupações, com a certeza de ter humor de qualidade e a garantia de 110 minutos de muita diversão. A começar pela sinopse desse longa-metragem de animação: em Paris, o rato Remy sonha em ser chef de culinária. Agora…já imaginou um bicho desses na sua cozinha? Eca! Quanto mais na cozinha de um restaurante de luxo? Irgh! Apesar da resistência natural dos humanos aos roedores, nosso herói decide se arriscar e, com a ajuda do jovem Linguini, vira uma sensação anônima da culinária.

Pode-se extrair boas mensagens de Ratatouille. O filme destaca a importância das amizades construtivas (Provérbios 17.17 – ”Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão”), da devoção à família (1 Timóteo 5.8 – ”Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”), de reconhecer seus erros (Provérbios 28.13 – ”O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcança misericórdia”) e de traçar metas e correr atrás delas. Também existe uma ênfase recorrente na perversidade que é praticar furtos. A consciência de Remy o está sempre alertando quanto a isso. E, quando o ratinho fraqueja e decide ajudar seus amigos a furtar comida de um restaurante, as conseqüências são terríveis. Não dá para ignorar o oitavo mandamento, ”Não furtarás’‘ (Êxodo 20.15).

Alguns trechos em especial podem ser usados para dar boas instruções às crianças acerca do Evangelho, como o momento em que Linguini conta que sua mãe morreu. Ele diz ”tudo bem, ela acreditava no Céu. Então está protegida”. A passagem pode se tornar um bom ponto de partida para uma conversa sobre a salvação e o meio da salvação.

Ratatouille   Ratatouille   Ratatouille

A violência presente no filme é retratada de modo inofensivo. Quando Remy é visto no restaurante, chove sobre ele de panelas a facas. Há alguns tapas na cara (pobre Linguini!) e uma senhora destrói sua casa a tiros na tentativa de matar o nosso herói roedor. Mas tudo é apresentado de modo bem exagerado e caricato, sem representar um estímulo à violência.

Tecnicamente, Ratatouille é extremamente bem realizado. A Pixar continua se superando, criando obras de qualidade, como Toy Story e Procurando Nemo. Se você puder ver a versão legendada, prefira. As vozes originais, de astros como o veterano Ian Holm, são muito mais interessantes que as dos dubladores brasileiros.

Mas é o conteúdo que diferencia a trama. Os personagens são hilários e em breve você certamente verá muitas camisetas, cadernos, álbuns de figurinhas e promoções em lanchonetes explorando a imagem deles. A criançada, então, vai adorar. E, na verdade, se pararmos para pensar, isso é ótimo. Afinal, é melhor que os pequerruchos virem fãs do rato Remy e de seus amigos (e inimigos) do que de um certo bruxo que chega às telas brasileiras na semana seguinte a Ratatouille

Maurício Zágari Tupinambá

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[veja o trailer]

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