Vira-lata * Crítica

6 09 2007

Vira-lata 1 Margem para boas mensagens

“Todo problema acabou, o Vira-lata chegou!”. Para quem está na faixa dos 30 anos ou mais, a frase vai ecoar em algum lugar da memória. Ela era o slogan de um super-hVira-lata 2erói criado nos Estados Unidos nos anos 60 para promover uma marca de cereais e que chegou ao Brasil na década de 70 pelo SBT: o Vira-lata. Não foi o desenho animado de maior repercussão por aqui, todos preferiam o Pica-pau ou os Flintstones, mas sempre sobrava tempo para assistir às aventuras do beagle engraxate que tomava uma pílula e se transformava num animal cheio de poderes. Seus maiores inimigos eram o rotweiller Riff Raff e o Dr. Simon. O objeto de seu afeto, a poodle Doce Polly. Agora, o herói canino chega às telas, numa versão em carne e osso. E, felizmente, sem a lamentável dublagem da época.

Para a geração com mais de 30 anos que era fã do original, o que se deve esperar é um certo desapontamento. TiraVira-lata 3ndo a premissa do desenho, muito pouco resta da série antiga no longa-metragem. Para nós, adultos, o segredo é ir ao cinema sem expectativas. É um filme apenas bonitinho, com um cachorro voador, um nível de violência equivalente ao dos desenhos animados e uma competente porém nada inovadora demonstração de computação gráfica. Para a turma mais nova, especialmente as crianças entre 5 e 11, anos, Vira-lata é uma ótima diversão, uma excelente Sessão da Tarde.

Em sua grande maioria, os adultos que pagarem o ingresso para assistir a esse filme estarão acompanhados de crianças. Por isso, vale ressaltar algumas boas mensagens que Vira-lata 4podem ser extraídas da história e debatidas com os pequenos após a projeção. Uma delas é o fato de o protagonista decidir usar seus poderes para ajudar as pessoas, pondo o interesse delas à frente do seu. Ele prende bandidos, resgata crianças em perigo e até mesmo salva um gato de um prédio em chamas (para um cão, o gesto mais altruísta possível!). E, demonstrando humildade, Vira-lata chega a dizer que “existe um herói dentro de cada um de nós”, uma frase que pode dar margem a uma boa reflexão.

Vale conferir? Se você tem filhos pequenos, sim. Vira-lata é inofensivo e bastante divertido para eles, com a vantagem de transmitir ideologiasVira-lata 5 positivas sem ferir os olhos. Além de levantar a bola para que, com uma boa dose de criatividade, se abordem temas morais e espirituais.

Com um esforço bastante grande, é possível até mesmo usar a história do cachorro desprezado por todos e que se torna uma lenda viva para falar sobre o sacrifício de Jesus Cristo – alguém por quem muitas pessoas não davam nada mas que, no final, demonstrou ser o maior super-herói de todos os tempos.

Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: bom

[veja o trailer]

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