Resident Evil 3: Extinção * Crítica

28 09 2007

Resident Evil 3_1 A Milla Jovovich que há em cada adolescente

Ainda lembro da primeira aula de cinema da faculdade, quando o professor falou sobre a lição número 1 da sétima arte: cinema não tem compromisso com aResident Evil 3_2 realidade. Partindo desse pressuposto é possível começar a conversar sobre “Resident Evil 3: Extinção”. Caso contrário, seria impossível, tamanho o grau de irrealismo da produção.

Não é preciso nem partir para uma análise bíblica, podemos fazer uma argumentação puramente racional da história – que, aliás, não é nada original: para permanecer com vidResident Evil 3_4a, sobreviventes da disseminação em escala apocalíptica de um vírus que transforma pessoas em zumbis comedores de carne humana precisam trucidar mortos-vivos. Epa, mas isso parece a sinopse de filmes como ”Extermínio”, ”Terra dos Mortos”, ”A Noite dos Mortos-Vivos” e outros centenas do gênero! Bem, não é mera coincidência. Afinal, esse tipo de produção abocanha gordas bilheterias. É só ver o caso da série baseada no jogo de video game ”Resident Evil”, que chega ao terceiro episódio cheia de gás, arrecadando centenas de milhões de dólares a cada novo lançamento.

Quem for assistir ao filme verá três coisas principais: pessoas destroçando zumbis, pessoas destroçando zumbis e pessoas destroçando zumbis. Ah, sim, tem uma quarta: zumbis destroçando pessoas. Tire isso e não sobra nada.

Resident Evil 3_3Milla Jovovich continua desbocada e muito macha, sacando facas ou trabucos e fuzilando ou retalhando os pobres mortos-vivos impiedosamente. Com a mesma fúria assassina que num video game. Mas… não é isso o que ”Resident Evil 3: Extinção” é? Um grande e violento video game filmado? Se não fosse, para começar as legiões de adolescentes que vão aos cinemas não iriam. O que os motiva, mesmo inconscientemente, é visualizar em carne e osso aquilo que eles só vêem nas animações computadorizada do jogo. É no escuro do quarto que cada adolescente pode virar uma Milla Jovovich, com a mesma fúria assassina do filme.

Talvez aí esteja o seu maior problema.

Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: ruim

[veja o trailer]

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