Posicione-se! * Artigo

21 10 2007

“O Advogado do Diabo”O impacto que o cinema produz sobre as pessoas é impressionante. Lembro-me de quando assisti a “O Advogado do Diabo” (foto). Enquanto saía da sala de exibição observei um rapaz que parecia olhar para o nada. De repente, percebi que ele estava longe dali. Estava viajando na sua própria alma e lá havia se perdido. Era nítido que nessa visita ele encontrara em escombros a sua essência e na sua consciência ele fora condenado. No filme “A Paixão de Cristo” (foto), o horror dos maus tratos e a realidade da Cruz fizeram “geladeiras humanas” ficarem de cabeça baixa, dizendo: “Eu sou culpado!”. O cinema tem esse poder. Ele impressiona, encanta, arranca lágrimas, provoca gargalhadas e consegue semear valores no solo profundo da alma.

O que nós cristãos podemos fazer além de nos posicionarmos de forma crítica, no que diz respeito à sétima arte? É inegável a urgência de uma reflexão séria e embasada na Palavra de Deus diante do lixo cinematográfico que é despejado na sociedade. Esse lixo é crescente. Isso, porque existe um público que além de o consumir, divulga-o com afinco.

Além de uma reflexão comprometida com os princípios e valores de Deus, é indispensável um posicionamento mais ativo e participativo no mundo do cinema por parte de cristãos. Evidentemente não me refiro aos nominais, mas aqueles que de fato abraçam a Fé e seus valores.

A Paixão de CristoA imoralidade, a violência disfarçada de justiça e o pecado travestido de inocência e do “inofensivo” viajam pelos túneis da nossa alma buscando uma brecha ou recuo para se alojarem. Uma contaminação espiritual que nem sempre é reconhecida como tal. Como expectadores passivos, uma parte considerável dos cristãos permanece sentada, com os braços cruzados. A nossa evangelização e a proclamação dos valores do Reino deveriam ir além das praças, dos palanques, dos hospitais; deveriam ir além dos nossos cultos, além do rádio e dos programas pré-formatados de televisão.

A indústria cinematográfica já se declarou interessada por essa gorda fatia de cristãos consumidores de filmes com conteúdo bíblico. A questão é se estamos interessados em sair da posição passiva e anunciar os princípios e valores do Eterno por meio da sétima arte. Estão abrindo a porta. Será que queremos entrar? Quando o povo de Deus começar a orar sobre essa questão, verá que não se trata de utopia, mas de disposição para transpor barreiras.

Que o Senhor nos abençoe.

Pr. Evandro Rocha - Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)
Pastor Evandro Rocha
Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)

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