A Espiã * Crítica

21 12 2007

A espiã Bom, apesar de…

Muitas vezes somos obrigados a engolir uns sapos para saborear um banquete. Contextualizando, no cinema muitas vezes filmes com bastante conteúdo chegam salpicados de linguajar e imagens impróprias, trasnformando uma obra que poderia ser aplaudida de pé num filme incomodamente “bom, apesar de”.

A espiã 1“A espiã” é típico exemplo do longa-metragem “bom, apesar de”. Conta a história de uma mulher judia que, depois que sua família é massacrada pelos nazistas, passa a trabalhar como espiã para os holandeses. Na Alemanha de 1944, sua missão é se infiltrar na Gestapo por meio de uma relação amorosa com um alto oficial.

A espiã 4Tecnicamente, é um filme maravilhoso. Bem roteirizado e dirigido pelo cineasta Paul Verhoeven (de ”Instinto selvagem” e ”Robocop”), com uma reconstituição de época convincente e um elenco excelente, ”A espiã” mantém um constante clima de suspense e desperta um interesse perene. Mas é então que entra o ”apesar de”. Verhoeven optou por diálogos pesados, sexualidade excessiva, comportamentos bizarros e violência desnecessária – com tortura, espancamentos e assassinatos.

A espiã 2As entrelinhas contêm mensagens questionáveis. Os heróis são motivados por vingança. Religiões são apresentadas não como algo necessário e libertador em tempos de desespero, mas como opções ridículas: logo no início do filme, por exemplo, duas amigas fazem chacota do marido de uma delas pelo fato de ele ter se convertido ao cristianismo.

Como obra cinematográfica, ”A espiã” tem muitos méritos. Para a obra de Deus, não tem nenhum. Dá para alcançar o equilíbrio?

Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: BomCotação: Bom

[Veja o trailer]

Estréia prevista no Brasil: 21/12/2007

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