A Era da Inocência * Crítica

29 01 2008

A era da inocência 1 O vazio de uma vida sem Deus

Primeiro foi ”O declínio do império americano”. Depois, ”As invasões bárbaras”. Agora, com ”A era da inocência”, o cineasta Denys Arcand completa a trilogia que retrata a decadência da nossa civilização. Ao apresentar um mundo dominado por valores corporativos e desumanos, a trilogia provoca a reflexão sobre o que realmente importa em nossas vidas.

A era da inocência 2Em ”As invasões bárbaras”, o suicídio é apresentado como solução. Já em ”A era da inocência”, a saída para a opressão da vida está em conseguir romper com as amarras do status quo. Jean-Marc é um funcionário público entediado que odeia seu trabalho, é tiranizado pela chefe, ignorado pela esposa e que perdeu totalmente a capacidade de se comunicar com as duas filhas adolescentes. O escape para essa rotina vazia está em sua imaginação. É no mundo da fantasia, com amantes imaginárias e atitudes libertárias, que Jean-Marc se refugia de sua própria realidade. Mas tudo caminha para o ponto em que ele descobre que se alienar não é a solução.
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A era da inocência 4”A era da inocência” tem como maior mérito mostrar como a vida do homem sem Deus é vazia. Jean-Marc tem estabilidade financeira, uma bela casa, família, tem saúde… mas ainda assim sua alma é oca; seu dia-a-dia, sem sentido; sua vida, sem objetivos. Sem querer – pois essa certamente não foi a intenção de Arcand – o cineasta pinta um retrato fiel da solidão e do despropósito de uma vida sem Jesus.
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A era da inocência 3Das soluções que Jean-Marc encontra, nenhuma é elogiável do ponto de vista bíblico. No início, ele cria fantasias sexuais com estrelas do cinema, se imagina dominando sexualmente sua chefe e outras torpezas. Todas as situações são apresentadas explicitamente. A nudez desnecessária das atrizes e do ator Marc Labrèche é exibida sem ressalvas.

É verdade: a estrutura da civilização ocidental é desumana, com isso temos que concordar. Muitas vezes os indivíduos perdem-se no meio da multidão, viram números, imergem num mar de nulidades. A vida torna-se sem sentido. Mas o que Arcand propõe como solução é como beber água salgada: adotar atitudes de rebelião. No filme, esse caminho parece funcionar mas, na vida real, isso só trariam mais e mais problemas.

Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: BomCotação: Bom


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29 01 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

[…] A Era da Inocência […]




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