Conduta de risco * Crítica

18 02 2008

Conduta de risco Poster Rumo à redenção

É interessante vermos filmes cujos personagens refletem o lado podre do ser humano. Afinal, isso mostra a decadência da nossa espécie e ressalta a importância de obtermos a redenção. Em Provérbios 6.16-19, nós lemos: ”Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que ele abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”. ”Conduta da risco” mostra pessoas que concentram em si todas essas características. Ao olharmos para elas, nos perguntamos: será possível sair desse lamaçal de lodo? O personagem de George Cloney, Michael Clayton, prova que sim: há conserto para o pior dos calhordas.

Conduta de risco 1Clayton é o responsável por limpar todos os atos sujos dos clientes da firma de advocacia para a qual trabalha. Em outras palavras, quando algum dos clientes da empresa faz alguma tramóia, dá algum desfalque, promove corrupção, é ele quem tem a tarefa de empurrar a sujeira para baixo do tapete. Até que, em certo ponto, ele se cansa de acobertar os erros alheios e decide fazer o que é certo.

O roteiro de ”Conduta de risco é um primor em termos cinematográficos e éticos. Mostra com talento a realidade como ela é e ratifica a verdade de que nunca é tarde demais para fazer a coisa certa. O que chateia é saber que a forma como isso é apresentado é desnecessariamente obscena e desbocada. Do jeito que os diálogos são construídos, parece que todos os seres humanos do mundo só sabem se comunicar se a cada cinco palavras falarem dez palavrões e vinte expressões obscenas. Pra quê? Totalmente desnecessário.

Conduta de risco 2Os questionamentos morais e éticos são a âncora do filme. Como narrativa, ”Conduta de risco” é uma obra fascinante, sobre pessoas falhas, que vivem as conseqüências negativas de escolhas pecaminosas e, nesse processo, descobrem seu verdadeiro ”eu”. Clooney demonstra todo o seu talento no papel do atribulado Clayton. Ele consegue transmitir com primazia a verdade de que de nada vale ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista e professor de Teologia
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: bom

[veja o trailer]

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