Traídos pelo destino * Crítica

12 03 2008

Traidos pelo destino Poster Fugindo da consciência

Pílulas, corridas e entretenimento fácil. Todas são tentativas, mas qualquer dessas armas é vã quando o problema é a culpa. O peso de uma consciência que sabe de seu erro e uma obsessão por punição de um culpado à solta, ditam os passos de “Traídos pelo destino” (“Reservation Road”). O longa-metragem trata de perseguições e fugas físicas e existenciais. Dwight Arno (Mark Ruffalo) é um advogado que após o atropelar e matar o menino Josh (Sean Curley), foge sem prestar socorro. Atormentado por sua consciência, tenta esquecer o incidente fugindo de si, mas sua culpa o castiga, criando um dilema: Entregar-se e sentir o alívio ou deixar que as brechas da lei o ajudem a escapar convivendo, entretanto, com um fantasma eterno?

Traidos pelo destino 1A família do garoto, Ethan Learner (Joaquim Phoenix), sua esposa Grace (Jennifer Connely) e a filha Emma (Elle Fanning) tentam superar a difícil perda. Porém, o pai não consegue deixar o passado para trás e sua vida ganha um novo sentido: achar o responsável pela tragédia. Apesar da tensão constante e da bela atuação de Joaquim Phoenix, “Traídos pelo destino” corre na pista mas não decola. As surpresas, os encontros e o final são interessantes, na mesma medida em que são previsíveis. É daqueles filmes que aquele indivíduo chato que te chamou pra ir ao cinema fica dizendo “aposto que ele vai fazer isso agora…” e acerta!

A despeito dos poucos atrativos, a discussão é bem interessante. Quanto vale uma consciência tranqüila? O apóstolo Paulo afirma o seu valor afirmando: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na Traidos pelo destino 2graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco (II Coríntios 1.12)“. Viver com um coração limpo e sincero na presença de Deus é condição para uma vida de qualidade com Ele. Aliás, de que adianta fugirmos de nossa culpa, se aquele que sabe todas as coisas está nos vendo? O mesmo apóstolo nos diz que andar no engano pode ser trágico, pois”…alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (I Timóteo 1.19).

A cruz de Cristo é o único lugar em que podemos receber perdão e poder para perdoar. Mesmo sofrendo ou executando o mais cruel dos atos, a graça de Deus continua sendo o remédio para a alma humana. A vingança ou a fuga serão sempre paliativos diante do poder do Criador.

Mas, a propósito, a quantas anda a sua consciência? Num tempo em que a maldade virou normalidade, cuidado para não se achar entre aqueles”que têm cauterizada a própria consciência(I Timóteo 4.2).

Pr. Felipe Telles - Igreja Presbiteriana da Gavea
Pr. Felipe Telles
Psicólogo e Pastor Auxiliar
Igreja Presbiteriana da Gávea (RJ)

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12 03 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

[…] Traídos pelo destino […]




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