As Crônicas de Spiderwick * Crítica

19 03 2008

as-cronicas-de-spiderwick-poster-1.jpg Genérico que pede explicações

Uma família solitária se vê obrigada a mudar para um antigo casarão de parentes distantes no interior do país. Por trás da aparente tranqüilidade se esconde um mundo de fantasia, cheio de seres mitológicos e mágicos. Esta é a trama central deste filme, adaptado de uma série de livros infanto-juvenis. Sabe de que obra estamos falando? Se disse ”As crônicas de Nárnia”, se enganou. Esta nova produção é uma crônica também, mas é “As Crônicas de Spiderwick”.

as-cronicas-de-spiderwick-1.jpgAo contrário de ”Nárnia”, ”Spiderwick” não foi escrito por um autor cristão nem tem como objetivo mostrar a história de Cristo por meio de uma fábula, como o clássico de C. S. Lewis. A trama começa quando a família Grace (a mãe e seus três filhos) se muda de Nova Iorque para a velha casa de seu tio Arthur Spiderwick. Lá eles encontram um mundo de sonhos e fantasia, habitado por fadas, ogros e outros seres mitológicos.

A comparação com ”Nárnia” é inevitável. Mas, talvez por isso mesmo, este longa-metragem deixe a desejar. O filme anterior é muito mais interessante e cativante. Não que ”Spiderwick” seja de se jogar fora. Mas a sensação é que você está vendo um filme genérico.

as-cronicas-de-spiderwick-2.jpgA história da família é bonita, com muitas situações que mostram a beleza do perdão e da redenção. A mãe é um modelo a ser seguido e muitos valores familiares se destacam. Qualquer um pode ver as péssimas conseqüências de um divórcio ocorrido por adultério na vida do cônjuge vitimado e dos filhos. Os diálogos são bem escritos e chegam, por vezes a ser poéticos. “As Crônicas de Spiderwick” mostra a importância de viver o momento da melhor maneira possível e de nos devotarmos às pessoas que amamos. O mundo da fantasia serve, ao final, para fazer os Grace enxergarem melhor o mundo real.

as-cronicas-de-spiderwick-3.jpgPorém, para crianças menores, o filme pode ter um impacto negativo, uma vez que algumas cenas são violentas e até assustadoras. Como é repleto de seres mitológicos e por vezes associados à Nova Era, é importante bater um papo com as crianças que forem assistir ao longa-metragem, para pôr os pingos nos ”is” após a exibição. Caso contrário, as boas mensagens embutidas na história podem cair para segundo plano. Por isso, cuidado. Este filme pode ser ótimo ou péssimo, dependendo de como seja digerido. Uma boa explicação pode fazê-lo tão eficiente como um bom remédio genérico. E, ainda por cima, é divertido.

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia
Equipe CINEGOSPEL

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19 03 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

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