Um Amor de Tesouro * Crítica

19 03 2008

um-amor-de-tesouro-poster.jpg Mistura solada

A química entre Matthew McConaughey e Kate Hudson em ”Como perder um homem em 10 dias” foi ótima. Mas aí resolveram repetir a dose em “Um Amor de Tesouro” e a mistura solou. Talvez a culpa não seja dos atores. O problema é que este filme não se define. Tenta ser uma comédia romântica. Tenta ser uma aventura. E acaba sendo um amálgama bizarro e amorfo. A dupla não convence. O filme não convence. O que sobra são piadas sem graça e muita, mas muita sexualidade.

um-amor-de-tesouro-1.jpgSeios nus, decotes generosos, closes entre as pernas e mulheres e mais mulheres de biquíni permeiam toda a trama. Até os diálogos são cheios de referências sexuais. Para se observar a importância que os produtores deram a este aspecto, basta ver que a própria Kate Hudson reclamou que seu busto tinha sido aumentado por computador no cartaz do filme.

um-amor-de-tesouro-2.jpgBen “Finn” Finnegan (Matthew McConaughey) é obcecado por um lendário tesouro perdido no mar desde 1715. Em sua procura, deixa de lado tudo que é importante em sua vida, incluindo seu casamento com Tess Finnegan (Kate Hudson). Ela está disposta a reconstruir sua vida e começa a trabalhar no iate do bilionário Nigel (Donald Sutherland). Quando tudo parecia estar perdido para Finn, ele descobre uma pista importante que pode levá-lo direto ao tão sonhado tesouro.

um-amor-de-tesouro-3.jpgMuitos trechos do filme são confusos. As seqüências de ação são totalmente previsíveis. Não há reviravoltas ou surpresas. Além disso, a linguagem é típica de botequim. Há mais de 40 palavrões e o nome de Deus é usado em vão (é bom lembrar do terceiro mandamento, não?) mais de 30 vezes. Para quem não fala inglês, essa acaba sendo uma vantagem ao assistir ao filme, pois a tradução generosa das legendas ameniza a baixaria. Desnecessário dizer que a violência é figurinha fácil no filme. Espancamentos, orelhas sendo arrancadas…que beleza! É a festa do sangue.

Para não dizer que esta produção não tem nada que preste, o amor de Finn por sua mulher e o empenho dele em evitar o divórcio são exemplares. Ele é dedicado, protetor, insistente em resgatar a união desgastada dos dois. Mas, na soma geral, ”Um Amor de Tesouro” é uma produção desnecessária. Não entretém, não acrescenta, não tem cheiro, gosto ou cor. A pergunta é: por que, afinal, fizeram este filme?

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia
Equipe CINEGOSPEL

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19 03 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

[…] Um amor de tesouro […]




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