Atos que desafiam a morte * Crítica

27 03 2008

atos-que-desafiam-a-morte-poster.jpg Existe vida após a morte?

Existe vida após a morte? Pronto, está lançada a mais antiga pergunta da história da humanidade. O fascínio pelo além é tão grande que tem motivado debates e especulações por milênios. Para nós, cristãos, essa é uma pergunta fácil de responder, uma vez que o próprio Jesus nos afirmou que existe (João 14.2). Mas e para quem não tem fé em Cristo? Nesse caso, a dúvida pode se transformar em angústia. É o caso do personagem de Guy Pearce em “Atos que desafiam a morte”.

atos-que-desafiam-a-morte-1.jpgA diretora Gillian Armstrong explora a turnê britânica do maior ilusionista de todos os tempos neste suspense sobre a busca obsessiva de Harry Houdini (Pearce) por uma prova de vida após a morte. Isolado pela fama e mergulhado em arrependimento, Houdini lança um desafio com o pagamento de uma alta recompensa para aquele que descobrir as últimas palavras de sua falecida mãe. Sua determinação o leva a ser alvo de vários golpistas. Entre eles, Mary McGregor (Catherine Zeta-Jones) e sua filha, Benji (Saoirse Ronan), que aparentam possuir grandes poderes sobrenaturais, mas que na verdade têm interesse puramente financeiro.
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atos-que-desafiam-a-morte-2.jpgSe por um lado o filme carrega na tensão sexual entre os personagens de Guy e Catherine, por outro torna-se revelador ao mostrar a dor da incerteza diante da morte para aqueles que não estão em Cristo. Deixar esta vida é, para os servos de Deus, o cumprimento da expectativa e da esperança. Para o pagão, é um mergulho triste no sofrimento do desconhecido.

Um ponto que merece destaque é a transformação que a pilantra interpretada por Catherine sofre após encontrar em Houdini o objeto de seu afeto. O amor transformador faz com que ela passe do charlatanismo para a sinceridade. Soa improvável, mas ela adota a honestidade como nova linha de conduta.

atos-que-desafiam-a-morte-3.jpg “Atos que desafiam a morte” começa numa direção e acaba em outra. No início, promete ser uma história de golpes, esquemas e enganos, mas, de repente, vira um romance açucarado. E, com isso, perde parte de sua intensidade. Acaba que o longa-metragem não corresponde às expectativas e fica muito aquém do que poderia. Mas pode provocar umas boas reflexões sobre a infinitude da alma e a possibilidade de redenção.

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia
Equipe CINEGOSPEL

CotaçãoCotação

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27 03 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

[…] Atos que desafiam a morte […]




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