Jumper * Crítica

27 03 2008

jumper-poster.jpg Filme sem heróis

Esqueça o heróico jedi Anakin Skywaler que Hayden Christensen interpretou no início de sua participação na série ”Star Wars”. Em ”Jumper”, seu personagem está mais para Darth Vader, o vilão em que ele se torna no final da série. Na nova produção, Hayden dá vida a um jovem sem nenhum caráter, que usa seus superpoderes de uma forma hedonista, egoísta e materialista. A mensagem que ele passa para o público é: use todas as suas habilidades para se dar bem. Mesmo que, para isso, seja preciso quebrar a lei.

jumper-1.jpgDavid Rice é um “jumper”, alguém capaz de se teletransportar, podendo ir a qualquer lugar, a qualquer momento. Ele pode ver o Sol se pôr 20 vezes em um único dia, carregar a namorada ao redor do mundo num piscar de olhos e apoderar-se de milhões de dólares em minutos. A vida de David sofre uma reviravolta quando ele percebe que está sendo perseguido por “paladinos” (foto), membros de uma organização secreta que tem a missão de matar os jumpers.
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Quem vê o trailer acha, como eu, que vai assistir a um filmaço. Mas aí a projeção tem início e a confusão começa. A coisa toda é muito mal ejumper-2.jpgxplicada. Quem são os ”jumpers”? Como surgiram? Quem são os paladinos? Por que caçam os ”jumpers”? E por aí vai. Tudo é muito confuso, e você é obrigado a abaixar a cabeça e aceitar a história por fé. Os atores estão ótimos, mas são subaproveitados nesta ficção-científica que abusa da ficção e ignora o lado científico.
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Pelo lado moral, David é o anti-herói. Poderia usar seu poder para fazer o bem, mas tudo o que faz é visando ao seu próprio bem-estar, seja roubando,jumper-3.jpg abusando da sexualidade ou passando por cima de qualquer lei ou virtude moral. Ele é um bon vivant. E parece esquecer que sempre há conseqüências para nossos atos. Só que, no filme, David não sofre nenhuma conseqüência, pela contrário: apesar de sua falta de caráter, ele só se dá bem. A verdade é que não temos razões para gostar desse que deveria ser o mocinho da história. O ponto alto de ”Jumper” são os efeitos especiais. Já o herói…bem, este é um filme sem heróis.

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia
Equipe CINEGOSPEL

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