Hannah Montana & Miley Cyrus – O Show: O melhor de dois mundos * Crítica

25 04 2008

Como algodão doce

Descobri quem era Hannah Montana quando meus dois sobrinhos pré-adolescentes, que moram na Espanha, vieram passar férias no Brasil. Na primeira vez que sentamos juntos para ver TV, comecei a zapear e, quando passei pelo Disney Channel, tanto Bruno quanto Nina gritaram em uníssono:

– Titio, titio!!! Deixa aí, é a Hannah Montana!!!

Passado o susto, fiquei a observar enquanto os dois mal piscavam, com os olhos vidrados na telinha. Naquele momento descobri que havia uma jovem atriz e cantora de 15 anos chamada Miley Cyrus, cuja personagem era uma febre mundial. Dá para entender por que “Hannah Montana & Miley Cyrus – O Show: O Melhor de Dois Mundos” está deixando a garotada em polvorosa. Mas é bom avisar aos incautos que este filme não é um filme: é o registro de uma turnê musical. Os fãs da adolescente têm a oportunidade de ver no cinema sua cantora, compositora e atriz favorita, Miley Cyrus, na turnê-concerto que teve seus ingressos esgotados.

Um grande trunfo do longa-metragem é o fato de ter sido rodado em 3D. Nos cinemas que têm equipamentos adequados para essa tecnologia, o show vira…um show! É possível captar a energia de uma apresentação ao vivo. Ver esta produção num cinema normal é como comer camarão ao catupiri sem sal nem tempero: mata-se a fome mas perde-se uma excelente oportunidade de saborear o que há de melhor. Além do show em si, o filme registra os bastidores, onde se pode ver, por exemplo, que Miles é acompanhada pelos pais durante toda a turnê. Ponto para ela, que parece ser um modelo positivo de comportamento – e esperamos que continue assim. Se não permanecer firme em suas atitudes, pode virar uma nova Britney Spears, que no início de carreira defendia a virgindade até o casamento mas que acabou demonstrando ações de uma louca, ao ponto de estar quase perdendo a guarda dos filhos.

A coreografia e o figurino da jovem artista são bem adolescentes, muito mais comportados do que as Madonnas, Britneys e Christina Aguilleras da vida. As letras das músicas são encorajamentos para que seus (suas) pequenos(as) fãs tenham confiança e segurança em quem elas são. É claro que se você é daqueles que acham que dançar é pecado tudo isso vai por água abaixo.

No geral, Miles e seu show são como algodão doce: colorido, divertido e bacaninha. Se você comer em excesso dessa gororoba sem nutrientes, porém, pode ficar desnutrido. Ou ter uma tremenda dor de barriga.

Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia

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* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

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9 05 2008
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19 06 2008
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