Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal * Crítica

5 06 2008

indiana-poster.jpg Tan-tarã-taaaan, tan-tarãn…

Indiana Jones é um nome que dispensa apresentações. O arqueólogo aventureiro que na década de 80 empolgou as salas de exibição em três filmes que são mentira pura mas são diversão garantida está de volta em ”Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal”. Agora, o personagem de Harrison Ford (ator que já está com 66 anos!) parte, sob a direção de Steven Spielberg, em busca de um antigo artefato alienígena que possui poderes perigosos.

indiana-1.jpgO que se pode dizer de um filme de Indiana Jones? Primeiro, não é para ser levado a sério. Senão, como aceitar que a Arca da Aliança fizesse pessoas derreterem ao ser aberta, como aconteceu em ”Os caçadores da arca perdida”? Detalhe: as que estavam com os olhos abertos, pois bastou a Indiana e sua namorada fechar os olhos para escapar da ”fúria divina”. Hmmmm. Ou como aceitar que a água colhida no cálice em que Jesus celebrou a última ceia ajudaria a curar feridas feitas a bala, como em ”Indiana Jones e a última cruzada”? Do mesmo modo, este quarto episódio da série, que se passa dez anos após o terceiro, é cheio de bobagens que envolvem alienígenas e coisas do gênero.
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indiana-4.jpgSegundo, que, apesar de todas as inverdades, os filmes da saga são sempre empolgantes, epítomes do que devem ser bons filmes de aventura. Terceiro, que são histórias extremamente bem humoradas, com doses de ironia e humor inteligente, em nada apelativo ou pastelão. Quarto, que tem aquela música-tema composta por John Williams que faz qualquer um se arrepiar: tan-tarã-taaaan, tan-tarãn…
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indiana-3.jpgindiana-5.jpgNa nova aventura, Indiana parte em busca da Caveira de Cristal, um artefato extraterrestre . A sempre ótima Cate Blanchett interpreta a vilã, que vai disputar a posse do misterioso artefato com o herói sexagenário. Para os pais, é importante ressaltar que, como nos três filmes anteriores, há cenas violentas, que envolvem armas letais e uma certa quantidade de agressividade. Embora não tão gráficas como temos vistos em muitos longas-metragens da atualidade, ainda assim são cenas de violência e merecem atenção.
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indiana-2.jpgUma das grandes dúvidas era se Harrison Ford daria conta do recado com a idade atual. A resposta é: dá. Claro que ele conta com uma grande ajuda de dublês mais jovens e da computação gráfica, mas isso não tira o gostinho de ver vovô Harrison em cena. Ele mesmo fez questão de atuar em muitas das cenas de ação e chegou a ameaçar abandonar o filme, caso não o deixassem manejar um chicote de verdade. É que, por questões de segurança, os produtores queriam criar o chicote por computador.

Para quem não gosta de mudanças e curte as histórias do arqueólogo mais famoso do mundo, ”Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal” é o filme ideal, pois mantém o mesmo nível de ação, adrenalina, humor e divertimento dos seus antecessores, sem chegar a ser ofensivo. Já dá até pra começar a cantar: tan-tarã-taaaan, tan-tarãn…

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Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia

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2 responses

5 06 2008
* * * C I N E G O S P E L * * * Cinema do ponto de vista cristão †

[…] Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal […]

24 06 2008



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