Tenho muito medo dos cristãos * Artigo

2 04 2008

Somos fascistas? Tenho muito medo de vocês

“Vocês são fascistas. Tenho muito medo de vocês. Sempre prontos para se valer da ignorância das massas. Minha dúvida é: isso para vocês é somente um negócio ou realmente acreditam nas baboseiras que pregam? Cinema é arte. Não deve ter vinculação alguma com religião. O que você querem é fundamentalismo. Sou professor e crítico de cinema. Enquanto viver vou combater o moralismo que vocês pregam. Sexo é errado, drogas são erradas, tudo errado. Salvo prostrar o joelho no chão e ficar com os olhos dirigidos para o céu. Na ilusão de estar vendo Deus. Tenho muito medo de vocês, enquanto viver defenderei a razão e o pensamento científico, o ceticismo acadêmico e a recusa aos dogmatismos. Cinema não é esfera para religiosos, se circunscrevam aos assuntos do batistério.”

Recebi o e-mail acima de um internauta chamado Davidson. As considerações dele me fizeram refletir e escrever uma resposta aberta, que publico aqui. Que cada um leia e chegue às próprias conclusões:

“Caríssimo Davidson,
li o seu comentário, feito em nosso site. Gostaria de dizer que respeito sua opinião, embora evidentemente não concorde com ela. Sobre o que você comentou, me permito fazer algumas observaçõess:

“Vocês são fascistas” – gostaria de entender em que sentido somos fascistas. Pela suposta intolerância? Você não me pareceu muito tolerante nos seus comentários. Isso faz de você um fascista? Creio que não. Apenas demonstra que acredita em algo e que defende suas crenças com unhas e dentes, “enquanto viver”, como você mesmo disse. Se ser fiel ao que se crê, advogar sua ideologia e defendê-la é ser fascista, creio que tanto eu quanto você estamos no mesmo barco. Se somos fascistas, pelo menos somos educados e não chamamos idéias que contrariam as nossas de “baboseiras”. Os fascistas queimavam livros com idéias contrárias às suas. Nós somos favoráveis ao livre diálogo. Somos a favor do livre-arbítrio. Somos a favor da liberdade de escolha. Se Jesus nunca impôs suas idéias a ninguém, quem somos nós para tentar fazê-lo. Agora, por favor, nos conceda o direito democrático e educado de crer no que cremos e de expressar livremente nossas opiniões sem nos ofender. A isso chama-se democracia. Liberdade de expressão. Educação.

“Vocês são fascistas” – “Vocês” quem? Certamente uma pessoa culta como você sabe que entre os 3 bilhões de cristãos que existem no mundo há uma variante enorme de crenças: católicos romanos, ortodoxos, protestantes tradicionais, pentecostais e muitas outras tradições. Assim como não posso dizer que todo crítico de cinema é intransigente, embora haja alguns que sejam, também não posso considerar que 3 bilhões de pessoas sejam igualmente fascistas só porque têm pontos de fé em comum. Ou será que você estava se referindo apenas a nós, inofensivos integrantes do Cinegospel?

“Sempre prontos para se valer da ignorância das massas” – desculpe-me, meu caro, mas esse comentário parece demonstrar uma certa ignorância sobre a realidade do universo cristão, o que não creio ser o caso. Embora existam sim pessoas que se dizem líderes cristãos e que na verdade apenas se aproveitam dos humildes (e desses, nós, cristãos sinceros e honestos, queremos tanta distância quanto você), existe uma massa enorme de pessoas que seguem a Cristo conscientemente, sabendo o que estão fazendo, após muito estudo, investigação, leitura e comparação. A sua generalização causa espanto.

Basta você ler um pouco mais sobre grandes filósofos que ajudaram a construir os 2.000 anos de história do cristianismo, como Agostinho, Tomás de Aquino, Anselmo, Lutero e Thomas-à-Kempis e você vai entender que existe muito mais na vida e nos ensinamentos de Cristo do que uma maquiavélica vontade de manipular as massas. E não é porque existe meia dúzia de pilantras que dizem ser sacerdotes cristãos em programas de televisão para arrecadar dinheiro que todos nós somos assim. Essa sua afirmação, além de deselegante, poderia demonstrar um pensamento raso e desinformado. O que, tenho certeza, você não é.

Esqueça a teologia. Já ficou claro que você não crê nela. Pense apenas nos benefícios seculares. Procure saber o bem que milhares de ministérios cristãos promovem por todo o mundo, levando ajuda humanitária, alimentos, medicamentos, água potável, moradia, instrução formal e muitos outros benefícios para milhares de desassistidos por todo o planeta. Somos todos fascistas manipuladores de massas? Prefiro crer que somos algo além disso.

“Isso para vocês é somente um negócio…?” – todos os integrantes do Cinegospel atuam no site sem receber salários ou pagamentos. Assim como você no seu blog.

“…ou realmente acreditam nas baboseiras que pregam?” – vamos desconsiderar o termo ofensivo que você usou. Nos concentremos apenas nas idéias. Eu respeito as coisas em que você acredita. A isso chama-se tolerância. Respeito o que você escreve nas suas críticas, embora discorde de muito do que você diz (sim, fui ler sobre suas idéias. Fui pesquisar. Me informar). Afinal, vivemos num mundo plural, e o respeito pelo diferente é o que nos permite conviver em paz. Pessoas que botam o dedo na cara de outras dizendo “realmente acreditam nas baboseiras que pregam?” daqui a pouco podem acabar incendiando quem discorda delas na fogueira (já ouviu falar de Inquisição?) ou lançando um avião sobre prédios comerciais.

Sim, Davidson, acreditamos naquilo que pregamos. Acreditamos em Deus. Acreditamos num Ser que deu o peteleco inicial no Big Bang. Acreditamos na ética que Jesus ensinou, de amar o próximo como a si mesmo, embora sejamos imperfeitos e reconheçamos que muitas vezes não amamos o próximo como deveríamos. Por isso vamos à igreja, para refletir sobre nossos erros e tentar ser pessoas mais próximas daquilo que acreditamos ser o ideal de ser humano. E, acima de tudo, para cultuar esse ser insondável e incompreensível racionalmente que nos convida para um relacionamento pessoal. Somos humildes o suficiente para saber que existe muito mais além daquilo que nossos olhos podem explicar. Não somos fanáticos que defendem aquilo em que crêem “enquanto eu viver” de uma forma cega. Não somos como Einstein, que ignorou a física quântica enquanto perdia tempo tentando encontrar a sua “Teoria de tudo”. Não, meu caro, estamos abertos para tentar entender aquilo que está além dos estereótipos. Você está?

● “Cinema é arte. Não deve ter vinculação alguma com religião” – meu caro Davidson, sobre esse comentário temos que abordar duas frentes:

1) As artes sempre estiveram ligadas à religião. O livro de Salmos é um livro de cânticos…e música é arte. De Mozart a Roberto Carlos, incontáveis foram os artistas da música que associaram sua arte à religião. Os grandes compositores clássicos compuseram Kiries, Aleluias, Glorias e tantos outros tipos de música sacra que até hoje encantam gerações. Na pintura, é difícil imaginar como estariam hoje o Louvre, o British Museum, o Prado sem obras relacionadas à religião. A arte sacra é a mais prolífica de toda a história da humanidade. Mesmo nas religiões não-cristãs. Veja os gregos. Veja os romanos. Os babilônicos. Os egípcios. Esculturas foram feitas por todo o mundo com relação à religião. Na literatura é até difícil, senão impossível, dimensionar a produção religiosa mundial. No teatro, se não fossem as tragédias gregas, diretamente relacionadas à religião da época, o que seria da história dos palcos? E a Ilíada? A Odisséia? Não eram as divindades gregas protagonistas dessas histórias?

Agora, responda: por que com a sétima arte seria diferente?

2) Como você bem sabe, caro professor, o cinema é muito mais do que arte. Cinema é propaganda. É ideologia. O american way of life foi vendido para todo o mundo pelo cinema. Cinema foi arma na guerra fria. Leni Riefenstahl não foi apenas uma artista, foi uma vendedora de nazismo via cinema. O cigarro foi vendido aos borbotões graças aos artistas que fumavam. Logo, todos sabem que o cinema não é apenas a maior diversão. Ou uma arte inócua, que passa despercebida. Cinema influencia. Cinema vende idéias. Cinema conquista. Cinema ofende. Cinema emociona. Cinema afeta o nosso emocional.

Assim, se o cinema vende ideologias que ofendem nossa religião e nosso senso ético, qual é o grande crime em falar sobre isso? Criticar histórias que transmitem mensagens contrárias ao que cremos seria uma atitude fascista? Pelo que eu saiba, o que está associado ao fascismo é a censura e não a crítica livre.

Você deixa seus filhos consumirem qualquer coisa que passa diante deles? Ou faz comentários com eles sobre o que considera certo e errado? Instrui. Orienta. Você tem amigos? Compartilha com eles suas opiniões? Isso é uma atitude fascista? Não creio.

Quem vive sem diferenciar o certo do errado acaba matando, desviando dinheiro do INSS, furando a fila do cinema, falsificando carteira de estudante. Orientar alguém sobre o que se acredita ser certo e errado, sobre o que se acredita ser uma mensagem positiva ou negativa, não é ser fascista, meu caro, é ser responsável. É ter moral, algo tão em falta nesse nosso Brasil de hoje. Se você quiser combater nosso “moralismo”, fique à vontade.

A questão é: o que é certo e o que é errado? Aí podemos ter saudáveis divergências de opinião. Agora, Davidson, que sejam saudáveis, por favor, sem palavras ofensivas, como convém a cavalheiros.

“Cinema não é esfera para religisosos, se circunscrevam aos assuntos do batistério” – meu caro, religiosos são pessoas comuns como você, que se preocupam com política, com economia, assuntos internacionais, ciência, esportes e… cinema. Não somos monges. Fazemos parte da sociedade e tudo o que está nela é esfera para nós. Imagine se eu dissesse que você, por ser crítico de cinema, devesse se circunscrever apenas às salas de exibição! No mínimo você riria na minha cara. Somos seres planetários, prezado, e tudo nos diz respeito. Nosso horizonte é bem amplo e não tacanho.

E se você acha que devemos nos trancar no gueto do batistério, lembre-se de quem eram as pessoas que trancaram em guetos quem eles consideravam diferentes. A história se repete: do gueto de Varsóvia ao gueto do batistério.

“Sexo é errado, drogas são erradas, tudo errado” – se já não tivesse ficado claro que você é uma pessoa bastante culta, eu poderia até pensar que seu conhecimento do cristianismo é muito limitado a poucos conceitos. Sexo é errado? Claro que não, desde que feito dentro de um contexto adequado. Estão aí os milhares de abortos feitos todo ano pelo mundo, as milhares de gestações de adolescentes despreparadas emocionalmente e economicamente, os filhos dessas gestações transformando-se em bandidos, e tantas outras conseqüências do sexo irresponsável que não me deixam mentir. Sobre as drogas… pegue o jornal, Davidson! Quem você acha que promove a violência no Brasil de hoje? É o tráfico, meu caro. Se deixarmos de lado as milhares de vidas destroçadas pelo vício das drogas e pensarmos apenas no aspecto social (como se isso fosse possível) vamos ver milhares de pessoas mortas todos os anos por causa da violência financiada pelo tráfico, guerras em favelas, balas perdidas, terrorismo urbano. Mas parece que os intelectuais que fumam seu baseado nas festinhas e nos shows preferem se esquecer disso. Santa hipocrisia! Graças a Deus não é o seu caso. Nem o meu: entre colaborar com esse câncer social e advertir contra ele, fico com a segunda opção.

“Enquanto viver defenderei a razão e o pensamento científico, o ceticismo acadêmico e a recusa aos dogmatismos” – Faz muito bem, Tomás de Aquino também defendeu, assim como Descartes. Ninguém espera que toda a humanidade acredite em apenas uma coisa. Mas lembre-se que o próprio Kant defendeu que razão não explica fé e fé não explica razão. São duas coisas separadas. Tertuliano mesmo disse no século terceiro que não havia “relação entre Atenas e Jerusalém ou entre a Academia e a Igreja”.

Por outro lado, quem diria, Tomás de Aquino estabeleceu, com base no pensamento científico aristotélico, suas cinco “provas” racionais da existência de Deus e, quem diria, Descartes (o racionalista, o cartesiano!) mesmo afirmou, em 1642, que “Deus é um ser extraordinariamente perfeito” e desenvolveu todo um pensamento para justificar a existência de Deus! Que coisa, o pai do racionalismo moderno, o defensor-mor da razão e do pensamento científico recusava o ceticismo acadêmico… e confessava acreditar em Deus!

“Tenho muito medo de vocês” – não tenha medo de nós, Davidson, tenha medo daqueles que querem trancar em guetos quem pensa diferente. Tenha medo de quem estereotipiza grupos inteiros. Tenha medo de quem generaliza. Tenha medo de quem faz comparações e analogias esdrúxulas e agressivas. Tenha medo de quem acha valores amorais transmitidos pelo cinema como algo normal, algo que não merece ser comentado. Tenha medo de quem critica a livre expressão.

Ou melhor, não tenha medo deles. Ore por eles.

Deus te abençoe!
Um abraço carinhoso,
Maurício Zágari Tupinambá”

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Maur�cio Zágari Tupinambá - Jornalista e professor de TeologiaMaurício Zágari Tupinambá
Jornalista e professor de Teologia
Equipe CINEGOSPEL

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Eu sou de cêra. Você é feito de quê? * Artigo

25 03 2008

Uma noite no museu 1 Eu sou de cêra. Você é feito de quê?

O legalismo tem como sombra, e apenas isso, a ilusória aparência do desejo ardente pela santidade e semelhança com Cristo, mas a sua essência é o engodo maligno que atordoa e leva escuridão aos olhos do coração. Nessas densas trevas, onde se tateiam os umbrais do inferno dizendo que são os alicerces do Reino do Eterno, homens despersonificam Cristo, ignoMatrixrando Sua Graça e reduzindo-O em seus corações a um Divã Acusador, que nunca oferece cura, pois ele busca o merecimento. Não oferece Graça, porque ele não encontra alguém que possa pagar o seu preço. Quem se agasalha do legalismo não conhece a si mesmo, pois desconsidera a sua própria essência. E por desconsiderá-la, não a percebe. Por não percebê-la, é manipulada por ela como marionete, vivendo nessa prisional realidade como na trilogia “Matrix”, onde tudo acontecia, não por resultado da liberdade humana, mas por uma programação estabelecida.

Talvez um dos exercícios que mais nos custe seja o da descoberta de quem somos. Vira e mexe nos encontramos fugindo dessa busca da verdadeira face do “eu”. A prova do que estou falando está nos consultórios de terapeutas e em gabinetes pastorais. Nesses lugares vemos pessoas fugindo desse encontro com a sua alma, pois o que ouvem do lado de fora assusta bastante. Então, preferem brincar de pique-esconde consigo mesmas.

uma-noite-no-museu-2.jpgNo filme “Uma Noite no Museu”, Ben Stiller vive o personagem Larry Daley, que não consegue estabilidade pessoal e profissional. Resolvido a dar uma guinada na sua vida e parar de decepcionar seu filho, ele assume o cargo de guarda noturno no Museu de História Natural, em Nova York. A confusão começa quando um esqueleto de dinossauro, animais e estátuas de cêra ganham vida à noite por causa de uma maldição egípcia. Larry então, numa conversa com Theodore Roosevelt, interpretado por Robin Williams, decide abandonar o emprego. E, nesse diálogo, Roosevelt diz: “Eu sou de cêra. Você é feito de quê?” Aquela conversa acaba mudando a postura de Larry, que buscou estudar o universo que o cercava para assumir a função de “guardião” do museu.

Uma noite no museu 3O “Eu sou de cêra. Você é feito de quê?” é bastante pertinente, pois nos faz questionar a nossa essência. A afirmação e indagação do personagem Theodore Roosevelt deve nos chamar a atenção para duas coisas: a primeira é o conhecimento da nossa limitação sem que haja a visitação do avassalador sentimento de inferioridade. Ele assume quem é sem que isso o achate; o reduza a impotente e insignificante na sua existência. A segunda questiona a essência, mas também fala de um valor existente, porém não percebido. Na verdade, Roosevelt via em Larry algo que o próprio Larry não via. Se havia alguém que poderia colocar ordem naquele caos seria o Larry, pois ele não estava limitado na sua essência, pois não era de cêra, e nem no tempo – a noite e o dia não eram obstáculos na sua existência.

Na Bíblia encontramos uma história que retrata o dilema de SER. Mateus 26: 69-74 relata o medo de Pedro em assumir sua identidade, o medo de dizer que era seguidor de Cristo. O “estar” não incomodou tanto, mas o “ser” o descompensou.

Uma noite no museu 4Enquanto que Larry é aquele que está mergulhado numa crise existencial, necessitando de um provocador, Pedro é o que sabe quem ele mesmo É, mas que foge da responsabilidade de SER. Nessas duas figuras, o que necessita ser provocado e o que foge da responsabilidade de SER, encontramos a nossa cruz; a nossa vergonha. Também precisamos de um provocador e às vezes fugimos do ônus da Cruz.

Em Pedro temos o tiro à queima-roupa: “Tu me amas? Então apascenta as minhas ovelhas”. E na indagação “se ele era o seguidor Cristo” estava também o imperativo do “então seja pastor”. No final, Pedro, na sua miserabilidade, encontrou-se com a Graça e consigo mesmo. E esses encontros, que para ele foram demasiadamente constrangedores, para o Senhor da Glória foram emocionantes, pois um servo Seu aceitou os “óculos espirituais” e passou a enxergar a si mesmo. Nos encontros, surgiu o filho da Graça e morreu o da Lei.

Com Larry aprendemos a lição de ceder os ouvidos à voz provocativa do nosso “Roosevelt interior”, na esperança de que nessa provocação possamos acordar e agir como homens de carne… não de cêra. Homens espirituais.

Em Cristo Jesus,

Pr. Evandro Rocha - Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)
Pastor Evandro Rocha
Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)





Desafios para um diretor cristão * Artigo

17 03 2008

DESAFIANDO OS GIGANTES. Desafios para um diretor cristão

Em 2006, durante uma das sessões da Christian Filmmkers Academy, tive a oportunidade de estar com Stephen Kendrick (foto), o produtor de “Desafiando os gigantes”. Na conversa com o grupo de diretores, ele mencionou que o grande desafio para um diretor e produtor cristão é Stephen Kendrickexatamente obedecer a visão que Deus tem dado. Uma vez que obedecemos, Ele, o Senhor, abrirá as portas de maneira inconfundível e cada produção será também a história de um milagre.

Todo diretor cristão que leva a sério a arte do cinema tem que começar com este ponto, obediência, antes de enfrentar as grandes barreiras e dificuldades para se produzir um bom filme. Uma vez que temos convicção de que Deus pôs um projeto, seja ele um filme ou um roteiro, no nosso coração, somos capacitados para superar tudo o mais que vem a seguir.

No entanto, as dificuldades para novos diretores cristãos são reais e precisamos saber como enfrentar e superar. As dificuldades financeiras são óbvias e a falta de bons roteiros e bons atores no meio cristão aumenta as dificuldades. Equipamento já foi uma grande barreira, mas hoje, a cada ano, vai ficando mais fácil fazer um filme. No entanto, quero mencionar algumas coisas não tão óbvias e que são grandes desafios para diretores cristãos.

11.jpg1. Falta de experiência e maturidade para dirigir e produzir. A regra é que um bom diretor será formado com o tempo e com muitos filmes experimentais. Nosso grande problema é pensar que fazemos parte da exceção e que logo queremos produzir um grande filme sem ter percorrido o caminho dos curtas ou ter trabalhado com outros diretores mais experientes. Michael Rabiger (1) diz que o maior “desastre” para um diretor é ter seu primeiro filme como um sucesso de bilheteria. Dirigir um filme é como dirigir uma orquestra e qualquer maestro que se preze sabe do valor da experiência.

Nossa falta de paciência para aprender tudo na teoria e na prática nos leva a frustrações logo no início da nosso carreira e aqui muitos desistem. Um grande consolo é saber que nosso segundo filme é muito melhor que o primeiro, o terceiro vai superar o segundo e assim se formam os grande profissionais.

Aqui está algo para se aprender com Hollywood: eles souberam percorrer o caminho do tempo e da experiência. Particularmente estamos neste caminho: ainda não chegamos lá, estamos aprendendo com cada curta e melhorando com cada produção, até que nos aventuraremos com vôos mais altos.

2.jpg2. Falta de teologia correta nos filmes chamados Cristãos. A Christian Filmmakers Academy nos Estados Unidos ensina que o primeiro conhecimento de um diretor cristão deve ser o conhecimento bíblico. Filme é um instrumento de comunicação com muito poder, você pode trazer conceitos totalmente anticristãos numa produção feita dentro da igreja. O mais assustador é saber de diretores cristãos que querem usar a mesma filosofia caótica de Hollywood para vender seus filmes. Se não somos capazes de produzir um filme que impacta e vende com beleza, aventura, romance etc. sem usar dos conceitos de violência, então, como sugeriu um diretor brasileiro, deveríamos estar dirigindo táxi, não filmes.

Esta é uma das grandes barreiras para se enfrentar: como produzir um filme cristão que não seja o nosso endosso daquilo que não cremos.

3.jpg3. Falta de valor cinematográfico. Se por um lado um diretor cristão deve ser bem assessorado teologicamente, ele também deve aprender com os outros diretores o que é valor cinematográfico. Na palestra “O que Hollywood sabe e que nos não sabemos e o que sabemos que Hollywood não sabe” Geoffrey Botkin (2) menciona que os diretores em Los Angeles sabem cativar com cada quadro. Muitos filmes cristãos ainda são extremamente pobres em valor cinematográfico. Você percebe nos primeiros segundos que se trata de uma produção ruim. Temos que superar esta barreira trazendo profissionais de qualidade para trabalhar ao nosso lado. Excelentes história têm salvado muitos filmes, mas a busca por excelência cinematográfica deve ser também nosso alvo como diretor.

Estes três desafios devem ser levados a sério se queremos que nossos filmes impactem e transformem. Um filme pode ter uma mensagem cristã genuína e ser produzido para todo o público, dirigida por um diretor experiente e com grande valor cinematográfico, sem ser um “filme chato de crente”!

(1) Rabiger, Michael. Directing: film techniques and aestetics. Focal Press (2) Geoffrey Botkin. Christian Filmmakers Academy – San Antonio Independent Christian Film Festival 2004.

Missionário no Leste Europeu
Moisés Menezes é missionário no Leste Europeu e também diretor. Já produziu dois curtas, sendo que um, “My Name is Nadia” foi semi-finalista no San Antonio Independent Christian Film Festival – Estados Unidos. Em 2007 filmou no Chile “O Menino e o Barco” filme que tem agora um new-cut. Moises esta trabalhando para filmar na Polônia em 2009 outro curta que se chamara “Finding Josef”. Para conhecer mais sobre este ministério visite o site: www.moisesmenezes.org





Os melhores filmes de 2007 para evangélicos * Reportagem

10 03 2008

Amazing Grace “Amazing Grace” leva prêmio de filme mais inspirador do ano

O filme “Amazing Grace”, sobre o homem que compôs o hino evangélico mais cantado do mundo, recebeu o prêmio Epiphany de “Filme mais inspirador” de 2007, uma espécie de Oscar do cinema com valores cristãos. Os outros indicados na categoria foram ”Bella”, ”Eu sou a lenda”, ”In the shadow of the moon”, ”Homem-Aranha 3”, “Os Dez Mandamentos” e ”O Último Presente”. O prêmio de “Atuação mais inspiradora” foi para Eduardo Verástegui, de ”Bella”. Concorreram com ele a brasileira Alice Braga, de ”Eu sou a lenda”, Albert Finney e Ioan Gruffudd, de ”Amazing Grace”, e ”Forrest Whitaker”, de ”The great debaters”. Na categoria “Melhor filme para a família”, o vencedor foi ”Ratatouille”. Confira abaixo os dez filmes com melhor colocação nas categorias de melhor filme, para adultos e para crianças. (Publicado originalmente na coluna Cinevídeo da revista ENFOQUE GOSPEL)

Melhor filme para a família de 2007

 

Melhor filme para adultos de 2007

1. Ratatouille

2. Encantada

3. Alvin e os esquilos

4. Bella

5. Treinando o papai

6. In the shadow of the moon

7. Shrek Terceiro

8. O Último Presente

9. Nancy Drew

10. Ponte para Terabítia

1. Amazing Grace

2. O som do coração

3. Homem-Aranha 3

4. Eu sou a lenda

5. Strike

6. The Great Debaters

7. The astronaut farmer

8. Pride

9. Transformers

10. Duro de Matar 4.0





Sob os holofotes de Deus * Artigo

29 01 2008

Jesus ama você Sob os holofotes de Deus

O Ano em que meus pais sa�ram de fériasFoi divulgada a lista com os cinco longas que irão concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. “O ano em que meus pais saíram de férias” (foto), do diretor Cao Hamburguer, não conseguiu ficar entre os cinco indicados à estatueta. Não será desta vez que luzes da mídia estampará para o mundo a arte “verde e amarelo”.

Para atores e diretores a possibilidade de poder caminhar sobre o tapete vermelho de Hollywood e desfrutar do maravilhoso desconforto dos flashes e holofotes, representa a “alma” de suas interpretações e direção de filmes. Tal possibilidade serve também como um grande incentivo à busca pela excelência no universo da Sétima Arte.

Mas, longe dos holofotes, fotógrafos e câmeras, como fica a alma dessas pessoas? Creio que todos nós já ouvimos a respeito de crises existenciais que abalam os nossos astros do mundo do cinema. Quantos não afundam no alcoolismo por não conseguirem aceitar uma existência na qual o mundo não se centraliza, uma existência simples? Ser mais um caminhando pela calçada é tão afrontoso ao ser interior que o ser interior ser afrontado com palavras de baixo calão. A ausência dos holofotes joga suas almas na escuridão do calabouço da solidão, enquanto que diante das luzes e pedidos quase que desesperados por um momento de entrevista ou de uma pose para um close, estampam-se sorrisos “iluminados artificialmente”.

Deus nos amaO que somos fora dos olhares dos nossos amigos e admiradores é tão urgente quanto as nossas realizações que nos fazem ser vistos e reconhecidos. A satisfação que permeia a alma não deve se sustentar sobre elogios, mas sobre o fato de Deus nos amar. Na intimidade do nosso lar Deus nos contempla e nos indaga qual a nossa fonte de alegria e satisfação na vida. Demonstramos a Ele satisfação na adoração, na oração, no culto público?

Creio que um dos grandes problemas seja a compreensão do nosso valor diante de Deus. Sentimo-nos valiosos diante dos holofotes dos homens. Entretanto, há momentos em que esses holofotes são apagados e ficam apenas os de Deus. O próprio Senhor Jesus buscou fugir deles indo para um monte orar (Mc. 6:46) e para o jardim do Getsêmani (Mt. 26:36).

Jesus te amaNão precisamos das luzes deste mundo para sermos importantes, pois Deus já gritou para o kosmos o que ele pensa a nosso respeito. Ele fez isso quando enviou o seu Filho ao mundo para morrer pelos nossos pecados (I Co. 15:3). Os holofotes de Deus não nos cegam, mas dissipam as nossas trevas. Aquele que é iluminado por Ele compreende que a glória não está no ser iluminado, mas em quem ilumina.

Pr. Evandro Rocha - Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)
Pastor Evandro Rocha
Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)





Livre-se de seu personagem * Artigo

18 01 2008

A Arte do Amor Livre-se de seu personagem

Não é muito difícil ouvirmos que atores famosos estão envolvidos em algum tipo de escândalo. Até porque esse tipo de notícia vende com muita facilidade. A prova disso é o sucesso de revistas e programas de TV voltados à fofoca, travestidos de informação e entretenimento. Esses escândalos que desnudam as celebridades expõem duas realidades: a primeira é a realidade da fragilidade do caráter. A segunda, e aqui está o ponto onde desejo chegar, é a realidade da existência dos seus personagens, absorvidos pela alma já violada por valores contestáveis. Portanto, esses personagens deixam de ser interpretados para serem vividos. Como exemplo, uma atriz que se acha feia e nada inteligente interpreta uma mulher sexy e experimentada em relacionamentos. E, nessa experiência, ela introjeta o irreal camuflado de real. “Vive” tal irrealidade e espera jamais acordar para não ter de encarar o seu próprio eu, trancado num quarto escuro da alma.

Essa fuga da realidade não é privilégio de atores “hollywoodianos”. Também podemos embarcar nessa viagem para o mundo irreal, onde podemos ser o que não somos e viver o “faz de contas” sem ter que ouvir dos outros que isso é brincadeira de criança.

A Arte do Amor 1O filme “A Arte do Amor” (em cartaz em TV por assinatura ou em locadoras) fala desse tipo de fuga. A jovem Abby, interpretada por Shiri Appleby, por causa da ausência de seus pais na sua infância, cria um amigo imaginário, que posteriormente chega a se tornar o seu “noivo”. Ela se escraviza a esse personagem criado. Em vez de encarar a sua realidade, ela foge para a gênese do seu personagem. No final do filme, ela se vê na necessidade de “romper” com esse relacionamento para viver um amor verdadeiro com Quinn, interpretado por Nick Zano.

Quanta gente não passa boa parte de sua vida fazendo a mesma coisa: criando seus personagens e escondendo-se atrás deles. Gente que não mostra a sua face, mas as suas máscaras.

Deus, ao olhar para nós, vê não os personagens que criamos para agradar a “platéia”, mas quem de fato somos. Aliás, Ele não aplaude as nossas interpretações, mas se alegra quando desencarnamos tais personagens e assumimos a nossa realidade, ainda que seja dura. A proposta de Deus é que venhamos a nos desfazer desse “figurino” e viver a metamorfose espiritual obstinadamente. O Senhor “aplaudiu” Davi quando ele confessou o seu pecado, a sua realidade. O Senhor se alegrou com o publicano que “estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18:13). Se queremos ser aplaudidos nos Céus, então devemos nos livrar dos nossos personagens. Pense nisso.

Pr. Evandro Rocha - Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)
Pastor Evandro Rocha
Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana (RJ)





Principais estréias de 2008 * Reportagem

8 01 2008

Se há quem tenha achado 2007 um ano fraco para o cinema, 2008 deve ser muito diferente. A temporada de produções hollywoodianas está cheia de surpresas, que vão de super-heróis dos quadrinhos a histórias reais, sem esquecer de retornos aguardados, como a volta de Rambo e Indiana Jones. Segue uma lista de 30 dos principais títulos deste ano, uns imperdíveis, outros terríveis. Confira abaixo (lembrando que as datas de estréia previstas podem ser alteradas pelas distribuidoras).

1. “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal”, de Steven Spielberg
Depois de passar muitos anos tentando viabilizar o projeto, George Lucas e Spielberg finalmente conseguiram colocar Harrison Ford novamente no papel de Indiana Jones, 19 anos depois do último filme da série.
Previsão de estréia: 22 de maio

2. “Batman – The dark knight”, de Christopher Nolan
As novas aventuras do morcego-herói, com Christian Bale no papel de Batman, Michael Caine como o Alfred e Heath Ledger na pele do Coringa.
Previsão de estréia: 18 de julho

3. “Harry Potter e o enigma do príncipe”, de David Yates
Pois é, o bruxo está de volta, fazer o quê… O sexto filme da série está programado para estrear nos cinemas em novembro. Os fãs aguardam saudosos.
Previsão de estréia: 21 de novembro

4. “High school musical 3”, de Kenny Ortega
A Disney já prometeu a volta de Troy, Gabriella e Sharpay em mais uma aventura este ano – talvez a derradeira.
Previsão de estréia: 10 de outubro

5. “Bond 22”, de Marc Forster
Daniel Craig volta à ação como o agente secreto 007. Dizem por aí que a 22ª aventura de Bond será uma batalha contra ele mesmo.
Previsão de estréia: 7 de novembro6. “Sex and the city – O filme”, de Michael Patrick King
O quarteto fútil e promíscuo liderado por Sarah Jessica Parker ganha as telas do cinema para contar a história do reencontro das quatro amigas solteironas que vivem em Nova York. Quem viu a série sabe que elas não têm nada a ensinar.
Previsão de estréia: 4 de julho

7. “O caçador de pipas”, de Marc Forster
Chega aos cinemas brasileiros a tão aguardada adaptação para o cinema do best-seller de Khaled Hosseini.
Previsão de estréia: 18 de janeiro

8. “Eu sou a lenda”, de Francis Lawrence
O filme traz Will Smith como sobrevivente de uma guerra biológica e tem no elenco também a brasileira Alice Braga.
Previsão de estréia: 18 de janeiro

9. “Onde os fracos não têm vez”, de Ethan e Joel Coen
O novo longa dos irmãos Coen traz Tommy Lee Jones e Javier Bardem na história de um homem que encontra US$ 2 milhões no local de um assassinato. Foi indicado a quatro Globos de Ouro, incluindo a categoria Melhor Filme Dramático.
Previsão de estréia: 1º de fevereiro

10. “Cloverfield – O monstro”, de Matt Reeves
O trailer do filme vem chamando muito a atenção dos fãs de filmes de terror por fazer lembrar “A bruxa de Blair”. Na história, um monstro invade a Terra.
Previsão de estréia: 8 de fevereiro

11. “Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da rua Fleet”, de Tim Burton
Johnny Depp e Helena Bonham Carter unem forças em mais um filme de Burton. Baseado no musical da Broadway, o longa conta a história de Benjamin Barker, conhecido como Sweeney Todd, que abre uma sinistra barbearia em Londres.
Previsão de estréia: 8 de fevereiro

12. “Não estou lá”, de Todd Haynes
Sucesso no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo, o longa reúne vários atores e atrizes que vivem Bob Dylan em diferentes fases de sua vida. No elenco estão Cate Blachett e Christian Bale, entre outros.
Previsão de estréia: março, sem data definida

13. “Persépolis”, de Vincent Paronnaud e Mariane Satrapi
Baseado na HQ de Marjane Satrapi (que também assina a co-direção do longa), “Persépolis” foi premiado pelo público na Mostra Internacional de Cinema de SP. A animação conta a história de uma adolescente em tempos difíceis no Irã.
Previsão de estréia: 15 de fevereiro

14. “Into the wild”, de Sean Penn
Também muito aplaudido na Mostra de Cinema de São Paulo, o filme dirigido com Sean Penn narra a história real de um jovem que abandona a família, os bens e o dinheiro para cair no mundo, com a ambição de chegar – e sobreviver- ao Alasca. Indicado a dois Globos de Ouro.
Previsão de estréia: 22 de fevereiro

15. “Sangue negro”, de Paul Thomas Anderson
O elogiado ator Daniel Day-Lewis trabalhou por quatro anos com o diretor na preparação para interpretar o empresário de petróleo Daniel Plainview, protagonista do longa. Indicado a dois Globos de Ouro.
Previsão de estréia: 15 de fevereiro

16. “Juno”, de Jason Reitman
Ellen Page vive a personagem-título deste longa, indicado triplamente ao Globo de Ouro. Na tram, uma adolescente grávida decide, com a ajuda de sua melhor amiga, encontrar pais adotivos perfeitos para o filho que vai nascer.
Previsão de estréia: 1º de fevereiro

17. “Desejo e reparação”, de Joe Wright
Baseado no livro de Ian McEwan, traz Keira Knightley como protagonista do drama de um rapaz que, acusado de um crime, vai para a guerra tentando fugir da cadeia. Mas tudo em que pensa é no amor que deixou em sua cidade natal. Concorre em sete prêmios no Globo de Ouro.
Previsão de estréia: 11 de janeiro

18. “O gângster”, de Ridley Scott
Denzel Washington e Russell Crowe contam a história de um policial que tenta acabar com Frank Lucas, poderoso traficante americano dos anos 70. Tem três indicações ao Globo de Ouro.
Previsão de estréia: 25 de janeiro

19. “Senhores do crime”, de David Cronenberg
Viggo Mortensen e Naomi Watts estão na história de uma médica que testemunha a morte de uma jovem, durante o parto na noite de Natal. Com o bebê sob seus cuidados, ela vai tentar descobrir tudo sobre o passado da moça. Violento.
Previsão de estréia: 7 de março

20. “The changeling”, de Clint Eastwood
Angelina Jolie interpreta uma mãe que tem seu filho seqüestrado, mas quando a criança é devolvida ela suspeita que não seja seu filho.
Previsão de estréia: 7 de novembro nos EUA (ainda sem data definida para o Brasil)

21. “Elizabeth – A era de ouro”, de Shekhar Kapur
Cate Blanchett não desperdiça oportunidades de mostrar quão talentosa é. Neste filme, ela interpreta a rainha Elizabeth I e contracena com Clive Owen, o explorador Walter Raleigh.
Previsão de estréia: 15 de fevereiro

22. “Cegueira”, de Fernando Meirelles
O diretor brasileiro escalou um elenco internacional, com Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal para sua versão cinematográfica de “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago.
Previsão de estréia: outubro, ainda sem data definida

23. “O suspeito”, de Gavin Hood
Com Reese Whiterspoon e Jake Gyllenhaal – que se envolveram durante as filmagens -, a trama do filme começa com o desaparecimento de um suspeito de terrorismo, em um vôo da África para os EUA.
Previsão de estréia: 11 de janeiro

24. “Rambo 4”, de Sylvester Stallone
A quarta parte das aventuras do herói-machão Rambo vem com a assinatura de Sylvester Stallone na direção e no roteiro, além, claro, de ele voltar a interpretar o protagonista 20 anos depois do último filme da série. Desta vez, ele usa muita, mas muita violência, para resgatar um grupo de missionários cristãos.
Previsão de estréia: 1º de fevereiro

25. “Hellboy 2 – the golden army”, de Guillermo del Toro
Ron Perlman encarna o “demônio bonzinho” (pode?) na adaptação dos quadrinhos de Mike Mignola, sob o comando do cineasta de “Labirinto do fauno”.
Previsão de estréia: 5 de setembro

26. “À prova da morte”, de Quentin Tarantino
Em seu novo longa-metragem, Tarantino mergulha no mundo de um dublê de filmes de ação.
Previsão de estréia: abril, sem data definida

27. “Homem de ferro”, de Jon Favreau
Robert Downey Jr. encarna o papel principal nesta esperada adaptação da HQ da Marvel, que também conta com Gwyneth Paltrow e Terrence Howard no elenco.
Previsão de estréia: 1º de maio

28. “Speed racer”, de Andy e Larry Wachowski
Os criadores da trilogia “Matrix” dão vida ao desenho animado no filme que conta com Emile Hirsch no papel principal e Christinna Ricci como Trixie.
Previsão de estréia: 9 de maio

29. “The incredible Hulk”, de Louis Leterrier
Com cenas filmadas no Rio de Janeiro, o novo longa traz Edward Norton na pele do personagem.
Previsão de estréia: 13 de junho

30. “Cassandra’s dream”, de Woody Allen
Filmado em Londres, o novo longa do diretor traz Ewan McGregor e Colin Farrell como dois irmãos que viram inimigos depois que se metem numa encrenca.
Previsão de estréia: 1º de maio.

source globo.com