Sobre o Cinegospel

12 11 2012

Olá, aqui é Maurício Zágari, criador do blog CINEGOSPEL. Infelizmente, tive de descontinuar a manutenção do mesmo. Ele segue no ar, para que as informações que nele constam possam abençoar aqueles que aqui encontrarem o que lhes for útil.

Atualmente, escrevo no blog APENAS (www.apenas1.wordpress.com), sobre a Igreja e as coisas de Deus. Se tiver interesse, pode ler minhas reflexões por lá.

Deus abençoe muito você,
Maurício Zágari

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Batman – O Cavaleiro das Trevas * Crítica

9 08 2008

Tomando para si toda a culpa!

Batman – O Cavaleiro das Trevas é uma história sobre abnegação, escolhas e sobre o sofrimento de poucos (ou de um só) para o bem-estar da maioria.

Quando Batman Begins surgiu, ficou muito claro que os filmes dos diretores
Tim Burton e Joel Schumacher deveriam ser
definitivamente esquecidos. O nome já indicava o início
de uma nova franquia com o quase septuagenário
personagem. A intenção era mostrar um Batman em
um mundo crível, cheio de políticos gananciosos e corruptos que possuem ligações com o crime organizado, onde até a polícia se encontra vendida!

Quando Batman – O Cavaleiro das Trevas começa, o herói já é uma realidade viva e estampada no coração da cidade de Gotham. Ele luta ferozmente contra o crime organizado, busca proteger do perigo “candidatos a auxiliares de homem morcego” e enfrenta terríveis e loucas ameaças que procuram instalar caos total entre a sociedade. É justamente neste ponto que encontramos a    contra-parte do Cavaleiro das Trevas, o Coringa (Heath Ledger, em seu último e assustador trabalho). Esqueçam as traquinagens vividas pelo Coringa na pele dos atores César Romero ou Jack Nicholson (tais como flores que borrifam água ou revolveres com bandeirinhas escritas “BANG”). O negócio agora é fazer lápis desaparecer!!! (assista e confira por si mesmo).

Mas o Cavaleiro das Trevas de Gotham não se encontra sozinho. Ao seu lado ainda permanecem o tenente Jim Gordon (o excelente Gary Oldman), a jovem assistente da promotoria Rachel Dawes (vivida agora pela atriz Maggie Gyllenhaal), o fiel mordomo Alfred (o preciso Michael Caine) e Lucius Fox (o frio e debochado Morgan Freeman). Mas eis que surge um “Cavaleiro Branco”, o promotor de Justiça, Harvey Dent (Aaron Eckhart) que luta, sem medo, contra a corrupção revelando ser, passo a passo, um símbolo de uma luta que pode chegar ao fim, quando encontrar o apoio e a coragem da população. Tudo isso, e muito mais, é Batman – O Cavaleiro das Trevas! Um longa com ação, suspense, drama e (pasmem) neurônios!

Muitas cenas merecem destaque: o traficante chinês sendo entregue à justiça de Gotham (hilária) o duelo de Batman com o Coringa nas ruas de Gotham (eletrizante), o interrogatório na cela (arrepiante) e o destino das duas balsas
(surpreendente). No entanto, todas estas cenas se
desfazem ante o duro (e injusto) sacrifício que a
personagem principal tem de fazer pelo bem do povo
de Gotham. Algo que nos faz lembrar, sem querer
forçar a barra, o texto de 1 Pe 2. 22: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados”.

Pr. Marcelo Eliziário Vidal

Pr. Marcelo Eliziário Vidal
Igreja Presbiteriana do Caju (RJ)

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Kung Fu Panda * Crítica

7 07 2008

A marca dos que vencem

Uma tarde pra relaxar, boa companhia e pipoca. Eis aí bons ingredientes que vão fazer de Kung Fu Panda a maior diversão.

Não há demérito algum na afirmativa acima. A proposta da animação da Dreamworks é essa e surge como um oásis cheio de risos num tempo aonde as férias chegam e a cabeça quer se divertir. E ainda faz tudo isso sem ferir a inteligência dos adultos e das crianças. Po, o panda do título, é um grande fã de Kung Fu. Apesar de não saber como lutar, é misteriosamente escolhido como aquele que irá cumprir a profecia e tornar-se o Dragão Guerreiro, o único que seria capaz de derrotar o terrível Tai Lung. A partir dessa escolha ele é submetido aos treinamentos de mestre Shifu junto com seus ídolos, Mestre Garça, Tigresa, Louva-Deus, Víbora e Macaco, grandes lendas da arte marcial.

Jack Black, (voz e Po) e Dustin Hoffman (Shifu) formam uma dupla cheia de química, essencial para a vocação cômica do filme. O Panda, desengonçado e brincalhão, faz um divertido contraste com o humor ácido e carrancudo do Mestre, evocando e fazendo graça com os clichês dos filmes de artes marciais. Além do entreternimento, Kung Fu Panda expõe valores importantes na formação das crianças de 0 a 100 anos. A confiança em si, a despeito da visão dos outros e das limitações aparentes e a capacidade de perseguir seus ideais (marcas do positivismo americano) estão presentes nessa história, já que o gordinho e desajeitado Po nos mostra que podemos ser grandes heróis quando se tem fé, perseverança e acham em nós o jeito certo para “apertar os botões” do aprendizado.

Quem disse que com a vida cristã as coisas são diferentes? O Apóstolo Paulo mesmo que percebia que nada era sem Cristo e que tudo podia com Ele (Fp. 4.13). A recomendação da Bíblia é que os cristãos devem, como os antigos, perseverar (At.2.42-47). E isso inclui lutar contra os “três poderes“:o mundo que vive nos dizendo que não é importante conhecer a Deus e segui-lo de perto; a carne, adversário interno que carregamos para os quatro cantos que insiste em nos seduzir a trilhar outros caminhos que não o do Pai; e o diabo inimigo astuto, tentador e acusador de nossa consciência. Tudo isso luta para que não sejamos achados fiéis imitadores do Mestre. Graças a Deus que em Cristo, somos, sempre, sempre e sempre: mais do que vencedores não por nós, mas por meio daquele que nos amou (Rm.8.37).

Panda e Paulo concordam. A perseverança é a marca daqueles que vencem.

Pr. Felipe Telles - Igreja Presbiteriana da Gavea
Pr. Felipe Telles
Psicólogo e Pastor Auxiliar
Igreja Presbiteriana da Gávea (RJ)

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Wall E * Crítica

26 06 2008

Só para maiores

Entreter e ensinar. Eis aí uma boa receita para um filme infantil. Uma produção de extremos pode cair num moralismo piegas e sem sal ou numa oportunidade perdida para passar valores pra criançada. É uma pena que Wall E, não consegue acertar esse bendito equilíbrio. O filme educa que é uma beleza. Sua mensagem sobre o cuidado com o meio ambiente e o valor de relacionamentos leais estão explícitos e fazem qualquer pai aplaudir de pé. Mas enquanto os adultos assistem com brilho nos olhos, é bom ver se as crianças ainda estão acordadas.

A nova animação da Disney/Pixar conta a história de Wall-E, um robô cuja diretriz é coletar o lixo da terra. E ele segue sua programação perfeitamente, mesmo quando o único habitante é….uma barata. Essa é a rotina do filme durante longos minutos. Um robô programado pra não falar, empilhando materiais e interagindo com um inseto igualmente mudo. Tudo o que precisa ser dito é falado pelo silêncio. Naquele ambiente as verdades são metáforas poética e sensíveis, mas vai explicar isso pra galerinha com pipoca na mão?

O filme ganha outro ritmo quando uma sonda espacial, chamada Eva, surge para procurar algum sinal de vida verde no planeta azul. Daí pra frente a paixão robótica e a volta dos dois para a estação aonde vivem os humanos (que falam!) dinamiza o filme, mas ainda assim não o torna palatável ao público infantil. Hiper-consumo, ganância, preguiça e descuido. O filme combate com sensibilidade essas atitudes que têm destruído nosso planeta e que devem entrar na agenda de pregações da Igreja Cristã. Wall-E inspira a nos recolocarmos como os jardineiros de Deus (Gn 2.15) para cuidar da beleza da sua criação com responsabilidade, afinal:

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.” Salmo 19.1-6

Pena que durante o filme, enquanto os adultos sonham, as crianças dormem.

Pr. Felipe Telles - Igreja Presbiteriana da Gavea
Pr. Felipe Telles
Psicólogo e Pastor Auxiliar
Igreja Presbiteriana da Gávea (RJ)

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O Incrível Hulk * Crítica

24 06 2008

Um bom gibi nas telas

Um bom gibi nas telas. É assim que definimos o novo longa-metragem que tenta reativar a vida do verdão nas telas. Em 2003, o Hulk estreava nos cinemas pelas mãos do competente e criativo diretor Ang Lee (“O Tigre e o Dragão”). Porém o público não recebeu muito bem a ousadia do diretor. Agora, sob a batuta de Louis Leterrier (“Carga Explosiva”, “Cão de Briga”), o Gigante Esmeralda recebe uma nova chance.

Sempre ao me deparar com o personagem, o texto de Romanos 6. 6 me vem à mente: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que destesto.” É lógco que a sentença se aplica ao pecado e à realidade do velho homem que ainda milita com o novo homem, a nova criação, em Cristo Jesus. Esta é a luta que permanecerá ferrenha e sem possibilidade de reconciliação até a volta do Senhor. No filme, David Banner procura, desesperadamente, uma cura para o mal que lhe aflige. E nós já buscamos, e encontramos, a cura para o nosso mal, o pecado: “Agora, pois já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”. E ainda: “E, assim, se alguém está em Crito, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” Pense nisso e viva grato a Jesus Cristo: Nosso Senhor, Salvador e Libertador!

A história praticamente apaga a anterior e, portanto, este filme não é um “Hulk 2”, mas sim uma nova empreitada. Na história, Bruce Banner (Edward Norton) busca a cura para o seu mal, ocasionado pela exposição excessiva à radiação gama que envenenou suas células e que, em momentos de fúria ou medo, libera a incontrolável e ilimitada fera que habita em seu interior: o Hulk (o início do filme homenageia a abertura clássica do seriado oitentista). Assim, vivendo no anonimato e arrancado da vida que tinha e da mulher que ama, Betty Ross (Liv Tyler), Banner luta para evitar a caçada sem trégua de seu maior inimigo, o general Thadeus “Thunderbolt” Ross (William Hurt), que visa a capturá-lo e explorar o seu poder. Para isso, o general usa a determinação (ou obsessão) do oficial Emil Blonsky (Tim Roth), que recebe em seu corpo doses maciças do soro do supersoldado (que nos quadrinhos da Marvel criaram o Capitão América) e que acaba, após um acidente, se transformando na horrenda máquina de destruição chamada Abominável.

Todos os atores se mostram competentes em seus papéis (com destaque para Tim Roth, que sabe fazer um vilão como ninguém), mas o desenvolvimento da trama é simplista demais! De uma hora para outra, num estalar de dedos, todos os gigantescos problemas são solucionados como num passe de mágica (ou seria como num bater de palmas à la Hulk?).

De qualquer maneira, O Incrível Hulk é um bom gibi da personagem. Diversas referências à histórias clássicas sobejam. A ação é extremamente competente e empolgante e o que é melhor: ela não agride e nem ofende o espectador (de oito ou oitenta anos) o que nos atuais (e violentos) dias é um refrigério. Há também aquela sensação de gostosa de continuidade gerada pelas referências a outros heróis e vilões dos quadrinhos Marvel, uma grande idéia que teve início em Homem de Ferro (Iron Man, 2008) e que é repetida, instigantemente, aqui!

Pr. Marcelo Eliziário Vidal

Pr. Marcelo Eliziário Vidal
Igreja Presbiteriana do Caju (RJ)

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A outra * Crítica

24 06 2008

Nasce uma igreja

As querelas e artimanhas, os jogos de interesse e os assassinatos envolvidos na criação da Igreja Anglicana já foram tema de alguns filmes, como o excelente ”O homem que não vendeu sua alma” (vencedor de 6 Oscars em 1966, disponível nas lojas e locadoras). Este ano, estreou no Brasil ”Elizabeth – A Era de Ouro”, em que um dos assuntos é a sucessão de Henrique VIII – uma disputa entre sua filha, a protestante Elizabeth I, e a católica Mary Tudor. Agora, quem tiver interesse em conhecer mais sobre esse período conturbado da história da Inglaterra e da Igreja pode assistir a ”A outra”.

Bem, vamos pôr o caráter pedagógico do filme entre aspas. Na verdade, a preocupação aqui foi muito mais em mostrar o lado obscuro e intriguento da trama do que o histórico. Bem, é cinema hollywoodiano, afinal, e os realizadores se preocuparam em acrescentar uma boa dose de sexo, adultério e situações de alcova. Ah, sim, há duas decapitações. Em meio a isso tudo, ganha destaque a fotografia do filme: é belíssima, favorecida pelas locações escolhidas a dedo: o mar, castelos…bem, aí fica fácil.

O filme, que se passa no século 16, mostra a luta pelo posto de esposa de Henrique VIII entre as irmãs Maria (Scarlett Johansson) e a futura mãe de Elizabeth I, Ana Bolena (Natalie Portman). Apesar de ser uma adaptação romanceada da história, o longa-metragem pode ajudar quem não entende direito como nasceu a Igreja Anglicana a compreender o surgimento da denominação oficial da Inglaterra. A sinopse é simples: na Inglaterra da época pós-Reforma, as irmãs Maria (Scarlett Johansson) e Ana (Natalie Portman) lutam ferozmente pelo posto de esposa do rei Henrique VIII (Eric Bana).

Em termos de profundidade e emoção, prefira a peça ”Henrique VIII”, de William Shakespeare. Não é por menos que para este longa-metragem foram escaladas duas ninfetas hollywoodiana, Portman e Johansson. Se o elenco trouxesse duas desconhecidas, o brilho da produção seria bem menos intenso. Coisas do cinema. Mas a celebridade das protagonistas não desmerece sua atuação, especialmente a da sempre competente Portman, embora as cenas mais emotivas descambem com uma incômoda freqüência para a pieguice.

No geral, ”A outra” é um filme que merece ser visto. Não será uma experiência sem par, mas certamente vai iluminar o entendimento de quem não conhece nada sobre o nascimento da Igreja Anglicana. Mas quer saber? Se você quer ir fundo nessa história, nenhum filme substitui um bom livro.

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Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática,
Ética Cristã e Filosofia

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As crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian * Crítica

5 06 2008

principe-caspian-poster.jpg Aslam vive!

Mil anos se passaram na terra de Nárnia, mas apenas um transcorreu no nosso mundo. Os antigos reis e rainhas Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia precisam retornar ao seu reino para livrá-lo de invasores, os terríveis piratas telmarinos. Mais uma vez, eles contam com a imprescindível ajuda do leão Aslam. O resto da história está em ”As crônicas de Nárnia – principe-caspian-1.jpgPríncipe Caspian”, segunda adaptação para as telas da série de livros que o autor cristão C. S. Lewis escreveu para ensinar conceitos fundamentais do cristianismo a crianças e adolescentes, na forma de fábulas heróicas. Este é uma daquelas produções que são bom entretenimento, trazem mensagens positivas e ainda podem ajudar a ensinar verdades bíblicas às crianças.

principe-caspian-2.jpgNo primeiro episódio, a analogia com a história de Jesus era clara: depois de uma traição promovida por um dos meninos, Aslam – que prefigura o Leão de Judá – entrega-se à humilhação, tortura e morte nas mãos de seus inimigos para salvar seus súditos. Mas ele ressuscita e derrota a bruxa má, que simboliza Satanás. Desta vez, o segundo episódio da série (publicado originalmente em 1951) aborda outros temas fundamentais da fé cristã. Um deles é o da apostasia, quando os conquistadores telmarinos tentam eliminar os narnianos e sua cultura. A fé em um Deus que é invisível é outro assunto explorado, pois três das crianças não conseguem enxergar Aslam; só quando crêem que Lúcia o está vendo é que também passam a vê-lo.

Dirigido por Andrew Adamson (de ”Shrek” e do primeiro filme da série “Nárnia”), a nova produção traz o mesmo elenco de atores principais, incluindo Liam Neeson (de ”A lista de Schindler”) como a voz de Aslam principe-caspian-3.jpge a vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante deste ano por ”Conduta de risco”, Tilda Swinton, como a feiticeira. O filme chega às telas com seis meses de atraso, mas com muito fôlego, depois que ”As crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” faturou mais de 700 milhões de dólares nas bilheterias. E promete, uma vez que a adaptação de outro livro da saga, ”A viagem do peregrino da alvorada”, já está confirmada. Enquanto esse não chega, não perca ”Príncipe Caspian”. Diversão garantida com uma boa mensagem.

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Maurício Zágari Tupinambá
Jornalista
Professor de Teologia Prática e Filosofia

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[veja o trailer]