Ligeiramente grávidos * Crítica

19 09 2007

LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS Sexo como ping-pong

Hoje em dia, fazer sexo sem compromisso virou padrão na nossa sociedade. Oi, vamos lá, tchau e pronto. Tudo incentivado pelo hedonismo desenfreado. Mas não é este o padrão bíblico, que pressupõe a formação e a solidificação consciente de uma família como premissa para o sexo. Um comportamento sexual inconseqüente e descompromissado pode ter como resultados de doenças sexualmente transmissíveis a gestações indesejadas, muitas das quais acabam no assassinato de crianças ainda no ventre de suas mães. Nesse sentido, Ligeiramente Grávidos funciona como um alerta sobre as conseqüências do sexo livre e promíscuo.

Ligeiramente Gravidos 1Basicamente, a história se resume a: um cara conhece uma garota, eles transam e cada um segue seu rumo. Só que ela engravidou. Por isso, o procura meses depois com a notícia-bomba e os dois decidem ter a criança juntos, passando a enfrentar todas as dificuldades dessa situação insólita.

O sexo é apresentado no filme quase como um jogo de ping-pong: algo que se pratica sem pretensões, de forma casual, e depois abandonam-se as raquetes sobre a mesa, Ligeiramente Gravidos 3dá-se as costas e cada jogador segue seu rumo. Uma atividade meramente recreativa. O casal de protagonistas dorme junto muitas vezes, em atos barulhentos. Seios sobram na tela, inclusive em relações entre lésbicas e em cenas de strip-tease. As piadas de cunho sexual permeiam todos os diálogos, com referências anatômicas e conversas sobre sexo oral, ereções, masturbação, herpes e até asfixia auto-erótica. Os palavrões são distribuídos a granel: só m… e f… são mais de 160! Ainda bem que as legendas disfarçam na tradução para o português.

Ligeiramente Gravidos 2Como obra cinematográfica coerente, Ligeiramente Grávidos deixa a desejar. Embora os atores sejam convincentes em seus papéis, a história não toma partido – do ponto de vista cristão, é claro. Defende a promiscuidade mas se posiciona contra o aborto. Defende a pornografia mas estimula o esforço em fazer um relacionamento dar certo. Defende a verborragia mas estimula as responsabilidades paternas.

No geral, não é um filme recomendável para cristãos, por ultrapassar as barreiras do bom gosto visual e auditivo. Para não-cristãos, pode até vir a transmitir boas mensagens no campo da responsabilidade. Mas, no da sexualidade, é um desserviço para qualquer um.

Maurício Zágari Tupinambá
Equipe CINEGOSPEL

Cotação: razoávelCotação: razoável

 

[veja o trailer]

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